Arquidiocese do Rio

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    22/06/2017 - Atualizado em 22/06/2017 19:16

  2. Sempre às vésperas da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja é chamada a interceder pelos sacerdotes no Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero.

    Na Arquidiocese do Rio de Janeiro, os sacerdotes se reuniram no dia 22 de junho, no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido. O encontro teve início com uma reflexão feita pelo arcebispo emérito da Arquidiocese de Niterói, Dom Alano Maria Penna.

    Apoiado no Ano Mariano, vivenciado no país pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida e o Centenário das aparições da Virgem Maria, em Fátima, Dom Alano tomou como base a passagem da visitação de Maria a Isabel (Lc 1,39-47) para explicar a missão do sacerdote.

    Segundo ele: "Maria esquece os incômodos naturais de uma gravidez e pensa em sua prima Isabel, já idosa e também grávida, e vai às pressas, porque dentro dela está o Amor. Nessa atitude, ela nos ensina a graça de sermos pastores: com coração sempre aberto para acolher, para ir ao encontro dos que sofrem, dos aflitos, para levar até eles, como Maria levou até Isabel, a força do Senhor Jesus. Devemos ir como ela foi, porque o primeiro objeto desse ir não somos nós, padres, mas o povo de Deus. Peçamos a Maria a força para não nos acomodarmos”, finalizou.

    Após a reflexão, houve a celebração penitencial, seguida de confissão.

    Logo depois, teve início missa, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta. Na homilia, o arcebispo destacou que: “O Senhor nos escolheu, ainda jovens, e nos tornamos anciãos pela ordenação. Ele coloca a Sua Palavra em nossas bocas, para anunciar, denunciar, construir, levar uma nova vida e, ao mesmo tempo, nos envia ao mundo inteiro, para ensinar o que Ele nos ensinou”, afirmou.

    O cardeal também lembrou as dificuldades enfrentadas na evangelização de uma grande cidade. “Temos vocações, temos muitos sacerdotes, mas sabemos como é difícil encontrarmos o caminho para levar as pessoas ao encontro com o Senhor numa grande cidade. Essa é a missão universal da Igreja, mesmo dentro da nossa própria cidade. Neste sentido, somos poucos para muito trabalho", frisou.

    Dom Orani também ressaltou a importância da celebração, uma vez que todos os sacerdotes se reúnem para partilhar os trabalhos e a vida. “É bom que estejamos juntos, sem a preocupação utilitarista, e dizermos que somos irmãos, que estamos juntos na mesma caminhada, não só pelo ‘WhatsApp’ que trocamos, pelo e-mail que enviamos ou por telefonema. Não só aos mais próximos de nossa forania, mas, também àqueles que, por vezes, estão longes pelo endereço, mas próximos pela mesma missão, rezando juntos e compartilhando da mesma vida", finalizou.

    Testemunhos

    Ainda durante o encontro, alguns sacerdotes tiveram a oportunidade de partilhas suas experiências paroquiais e humanas.

    O pároco da Catedral de São Sebastião, cônego Cláudio dos Santos afirmou que o encontro proporcionou o fortalecimento na caminhada. "Este dia foi uma rica oportunidade para enxergarmos a força de Deus que nos motiva a dizer sim, a cada dia, na realização do Reino do Senhor. Percebemos, através da presença de Dom Alano e de tantos irmãos nos sacerdócio, o fortalecimento espiritual para a nossa vida sacerdotal”, contou.

    O pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Grajaú, monsenhor Jorge Aziz, que contribuiu na formação de muitos sacerdotes, falou sobre o dom da vocação. “Todos nós recebemos de Deus a vocação, esse grande chamado para ser pastor e administrar os sacramentos. Que Deus nos ajude e nos conforte nos momentos difíceis e tudo seja para a Glória de Deus e o bem dos pastores", bendisse.

    O pároco da Paróquia Sagrada Família, no bairro da Saúde, padre Luís Maurício Telles afirmou que foi “uma manhã muito profunda e rica, de renovação da fé. Uma motivação da nossa disponibilidade para o serviço e de contemplação do mistério, junto à Virgem Maria, para encontrarmos uma palavra sempre nova que seja resposta no mundo de hoje", completou.

    Segundo o vigário episcopal do Vicariato Urbano, padre Wagner Toledo: “Esse é o momento em que rogamos ao Coração Sacerdotal de Jesus. Em suas promessas à Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus prometeu que daria aos sacerdotes o poder de tocar os corações endurecidos. Que seja dado a todos os meus irmãos sacerdotes, e também a mim, essa graça de tocar corações, para que se voltem e se rendam a Cristo e o Reino se estenda por toda a face da Terra”.

    Participando pela primeira vez do encontro, depois da ordenação, padre Victor José de Oliveira Carvalho destacou a importância do encontro. “Estarmos juntos, como irmãos, diante de tantos desafios que temos na vida pastoral, é motivo de alegria e fraternidade. Deixo aqui o meu testemunho, como sacerdote recém ordenado, de me sentir bem acolhido pelos irmãos no presbitério de nossa arquidiocese. Que assim, o Senhor nos conduza, em fraternidade, no presbitério arquidiocesano", finalizou.

    22/06/2017 - Atualizado em 22/06/2017 18:36

  3. Cerca de cem pessoas se reuniram no Palácio Itamaraty, no Rio, no Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, para debater questões relacionadas ao alto número de refugiados no mundo. O evento fez parte de uma vasta agenda de atividades que visam evidenciar a gravidade da situação dos refugiados no mundo. Os eventos acontecem até o final do mês no Rio, em São Paulo e em Brasília. A agenda pode ser consultada no site da ONU Brasil (nacoesunidas.org).

    Dentre os presentes na reunião no Itamaraty estavam o diretor executivo da Cáritas Rio, Cândido Feliciano da Ponte Neto, a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Márquez, o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC, na sigla em inglês), Maurízio Giuliano, e o representante do Comitê Nacional de Refugiados (Conare) Bernardo Laferté.

    Refugiados de países como Síria, Colômbia, República Democrática do Congo e Gâmbia que vivem no Rio também estiveram presentes, e contaram, em uma roda de conversa, suas dificuldades e conquistas desde que chegaram ao país.

    No encontro, foi debatido o relatório global da ONU sobre os refugiados, “Tendências Globais – Deslocamentos Forçados em 2016”, publicado na véspera. O documento mostra que em 2016 o número de refugiados no mundo atingiu 65,6 milhões. O dado mostra que houve um aumento de 300 mil pessoas em relação ao ano anterior.

    Segundo Cândido, usar a palavra ‘comemorar’ para o Dia do Refugiado é destoante. Para ele, é uma data em que os principais órgãos relacionados à causa são chamados a refletir sobre o que pode ser feito para mudar esse quadro. “O mundo precisa ter uma visão muito mais voltada para a dignidade humana, para o respeito à pessoa. Só assim a humanidade poderá viver em paz, com respeito a cada um, a cada filho de Deus”, afirmou.

     Cáritas

    A Cáritas Rio registra hoje 7.289 de pessoas acolhidas, entre refugiados e solicitantes de refúgio. Ela tem um papel importante no atendimento a essas pessoas, uma vez que é o primeiro apoio que buscam e encontram quando chegam ao Brasil. “Nosso primeiro trabalho é acolhê-las com um sentimento humanitário, sem discriminação. Fazemos de tudo para que eles percebam que podem vir para cá e ter uma vida digna”, explicou o diretor.

    Pacto global

    Cândido foi a Genebra, este mês, na sede do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), para participar de uma consulta que reúne organizações do mundo inteiro ligadas à questão dos refugiados.

    O objetivo principal deste encontro foi de estudar e começar a levantar pontos necessários ou fundamentais para o pacto global sobre refugiados e migrantes que será firmado em 2018, em Nova Iorque. “As Nações Unidas, assim como fizeram o pacto sobre o clima, farão um pacto mundial em que todos os países têm que se comprometer com a questão do refúgio e das migrações. É um documento muito importante”, explicou o diretor.

    Segundo ele, a Igreja Católica terá que se posicionar sobre o tema até 2018. O Papa Francisco vai lançar um documento sobre o pacto, que será enviado a todas as conferências episcopais ainda este ano para que possam se posicionar.

     Crianças e mulheres

    Segundo Cândido, dois temas estão chamando a atenção da ONU no que diz respeito à causa dos refugiados. Um deles é o grande número de crianças que estão migrando forçadamente, principalmente no Triângulo Norte da América Central, composto por Honduras, Guatemala e El Salvador. “É uma situação muito dramática porque nesses países existem grupos ilegais que expulsam as crianças de forma extremamente perversa, seja para o tráfico humano, tráfico sexual, tráfico de drogas ou outras situações ilegais”, pontuou.

    Segundo ele, mais de cem mil crianças circulam hoje pelo Triângulo Norte em situação de ilegalidade e instabilidade.

    O Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado deste ano, disse: “Sinto o dever de chamar a atenção para a realidade dos migrantes de menor idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crianças que são três vezes mais vulneráveis – porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe de suas terras natal e separadas do carinho familiar”.

    Outro fator preocupante para a ONU é a migração forçada de mulheres, principalmente da África, cujos maridos morreram ou estão prestando serviço militar forçado, que, por estarem sozinhas sofrem estupros e humilhações, e acabam tendo que fugir para terem uma vida digna. “Todos os órgãos presentes relataram que essas mulheres conseguem reagir a essa situação de forma valente, desde que tenham um apoio mínimo”, apontou Cândido.

    Segundo ele, o principal objetivo do pacto internacional é mudar esse quadro à medida que a pressão internacional e os compromissos internacionais coloquem os países em uma posição mais ativa com relação ao problema. “Não se pode resolver essa questão regionalmente. E essa é a importância do pacto mundial: todos os países precisam assumir o compromisso de facilitar a vida desses refugiados e de punir aqueles países que não cumprirem o que ficou acertado”, frisou.

    Refugiado ou migrante?

    Segundo o site da ACNUR, existe uma diferença entre os termos ‘refugiado’ e ‘migrante’, e é uma diferença fundamental: os refugiados são pessoas que escaparam de conflitos armados ou perseguições em seus locais de origem, enquanto os migrantes escolhem se deslocar, não por causa de uma ameaça direta de perseguição ou morte.

     

    22/06/2017 - Atualizado em 22/06/2017 17:47

  4. Está disponível o novo documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários”. O texto foi aprovado pela 55ª Assembleia Geral da CNBB e recebe o número de 107 da coleção azul da Conferência. Aos catequistas e responsáveis pela animação pastoral das dioceses e comunidades está disponível um material com slides para trabalhar o texto.

    Já no primeiro capítulo o texto apresenta o itinerário a partir do “ícone bíblico” representado pelo encontro de Jesus com a Samaritana retratado no capítulo quatro do Evangelho de São João. Em seis passos o documento apresenta os processos de iniciação ao discipulado de Jesus.

    O documento oferece novas disposições pastorais para a iniciação à vida cristã, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011. Para os bispos, a dedicação em torno da temática revela o propósito de “buscar novos caminhos pastorais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual”. Ela permitirá formar discípulos conscientes, atuantes e missionários.

    “A vida cristã é um novo viver que requer um processo de passos de aproximação, mediante os quais a pessoa aprende e se deixa envolver pelo mistério amoroso do Pai, pelo Filho, no Santo Espírito. Ela desperta para novas relações e ações, transformando a vida no campo pessoal, comunitário e social. Essa verdadeira transformação se expressa através de símbolos, ritos, celebrações, tempos e etapas”, escreveu o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, na apresentação do documento.

    Para dom Leonardo, o texto “expressa o caminho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus e pelo Documento de Aparecida, aprovado pela V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada há 10 anos. “Assumindo sempre mais as orientações de Aparecida e do Papa Francisco, nossas igrejas particulares, nossas comunidades, nossas famílias e todas as pessoas batizadas serão testemunhas da alegria do Evangelho”, acredita dom Leonardo.

    Material de apoio
    A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB disponibilizou uma coleção de slides para auxiliar as formações. São cinco apresentações relacionadas à introdução e a cada capítulo do texto. O material possui citações de parágrafos do texto e ilustrações que facilitam a compreensão e a didática de exposição por parte dos assessores de encontros formativos.

    As cinco apresentações, em formato PowerPoint, estão disponíveis no site da CNBB.

     

    22/06/2017 - Atualizado em 22/06/2017 16:15

  5. Para celebrar o padroeiro, a Paróquia São João Batista, em Rio das Pedras, preparou uma programação especial. No dia 24 de junho, as comemorações terão início com a concentração dos fiéis na Rua Nova, às 18h30.
    Logo depois, seguirão em procissão em direção à Igreja de São João Batista, onde o bispo auxiliar do Rio de Janeiro Dom Joel Portella Amado celebrará missa. Logo após a celebração, será aberta a exposição que contará a história da paróquia. Ainda haverá quermesse com comidas típicas nordestinas para celebrar São João.
    Além do padroeiro, a paróquia também comemorou seis anos de fundação no dia 22 de junho. Para isso, foi celebrado um novenário, que teve início no dia 15 e terminou no dia 23 na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
    No dia 18 de junho, o Cardeal Orani João Tempesta presidiu missa na comunidade no quarto dia do novenário. A paróquia ainda preparou uma festa para celebrar o aniversário natalício do arcebispo.
    De acordo com o pároco, padre Marcos Vinício Miranda, “a realidade paroquial é um desafio. Além de sermos uma igreja nova, também estamos numa região de missão. Sentimo-nos uma igreja em saída, carregando a responsabilidade de evangelizar e levar a boa nova, principalmente àqueles cristãos que estão adormecidos. Que possamos sempre ir ao encontro daqueles que necessitam”, finalizou.

    22/06/2017 - Atualizado em 22/06/2017 16:02