Arquidiocese do Rio

  1. temp_titleMissa_Solene_So_Sebastio8_20012017150156

    As comemorações em honra ao santo padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião, tiveram início bem cedo: às 5h de hoje, 20 de janeiro, o Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca, já estava de portas abertas para acolher aos fiéis. A Igreja, administradas pelos Frades Capuchinhos, é a guardiã da imagem do santo, de 1563, além da lápide de Estácio de Sá - fundador da cidade, e o marco de fundação da cidade. 

    Mais tarde, às 9h, o Cardeal Orani João Tempesta presidiu a Missa Rio Celebra, concelebrada pelo bispo da Diocese de Itaguaí, Dom Ubiratan Lopes - que já foi pároco da igreja; pelos bispos auxiliares da Arquidiocese do Rio Dom Roque Costa Souza e Dom Paulo Celso Dias do Nascimento; pelo vigário episcopal do Vicariato Norte, padre Aldo dos Santos; pelo pároco da Catedral Metropolitana, cônego Cláudio dos Santos; pelo pároco da Igreja de São Sebastião, padre frei Arles de Jesus, além de demais sacerdotes e religiosos.

    A celebração contou, ainda, com a presença do subsecretário da Casa Civil, Alessandro da Silva dos Santos - que representou o prefeito do Rio, Marcelo Crivella; do consultor do Intituto Latino Americano das Nações Unidas (Ilanud), Marcelo Crivella Filho.

    Na homilia, Dom Orani destacou o exemplo de São Sebastião. "Neste ano, durante os 13 dias de peregrinação, a arquidiocese buscou um aspecto da vida de nosso padroeiro, através dos subtemas, para vivermos esse dia. Apesar das perseguições aos cristãos, São Sebastião doou a própria vida para ir ao encontro dos cristãos perseguidos. Mesmo questionado sobre sua fé, ele não a nega e é condenado a morrer a flechadas, o que não acontece. Ainda assim, ele retorna e, com amor, pede para que o rei se conversa e acaba sofrendo o martírio", afirmou.

    Ainda segundo o arcebispo, o tema da trezena será empregado também durante o Ano do Laicato. "Hoje também vivemos tempos difíceis com as questões da saúde, da educação, do desemprego, das ideologias. Há cada vez mais ódio e rancor em meio à nossa sociedade. O Brasil não nasceu assim. Nasceu com suas dificuldades, mas com a capacidade de supera-las com amor. 'Superou tudo com amor' é o tema que vai nos nortear durante o Ano do Laicato e, também, na Campanha da Fraternidade", pontuou.

    Medalha comemorativa de São Sebastião 

    Após a celebração, foi lançada, oficialmente, a medalha comemorativa em homenagem a São Sebastião, pela Casa da Moeda, através do Clube da Medalha. Ao todo, foram confeccionadas mil medalhas, sendo 700 em bronze, 200 em prata e 100 em prata dourada, com 50 milímetros de diâmetro.

    As peças, confeccionadas pela artista Érika Takeyama e modeladas pela artista Fernanda Costa, reproduzem a "Batalha das Canoas", em que São Sebastião apareceu, durante a batalha, a índios e portugueses na Baía de Guanabara.

    As medalhas serão comercializaras através do portal clubedamedalha.com.br. Também haverá uma tirarem popular da medalha, sendo de metal polido com acabamento semi-proof, com a imagem clássica de São Sebastião em 40 milímetros de diâmetro, produzida pela artista Monique Porto.

    20/01/2018 - Atualizado em 20/01/2018 10:56

  2. Na Festa de São Sebastião, depois de 13 dias de peregrinação da imagem do padroeiro pela cidade, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, lançou uma Carta Pastoral por ocasião da Quaresma e da Campanha da Fraternidade de 2018, na qual convida os cariocas a trabalhar em favor da superação da violência.

    >> Clique aqui e faça o download do documento na íntegra

     

     

    20/01/2018

  3. Neste dia 20 de janeiro, temos a graça de celebrarmos o padroeiro de Nossa Arquidiocese e da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Inúmeras Paróquias, Igrejas, capelas, instituições levam o nome de São Sebastião. A nossa arquidiocese viveu intensamente a trezena de São Sebastião quando mais de 100 locais foram visitados anunciando o início do ano com São Sebastião que “superou tudo com amor” como indicou o tema deste ano. Por causa de sua poderosa intercessão e incontáveis milagres obtidos, ele se tornou também padroeiro de muitas cidades, bairros e entidades que por todo o Brasil receberam o nome de São Sebastião. Ele tem, portanto, um lugar de destaque no devocionário do povo brasileiro.

    A história dos mártires dos primeiros séculos pode ser contada tanto pelos interrogatórios dos inquisidores do império romano, como pelas testemunhas oculares da épóca ou ainda pela tradição piedosa que costuma olhar o fato com olhos que, embora não reproduza exatamente o fato histórico, é segundo uma intenção do coração mas ressalta que atrás dos elogios dos antepassados existe uma pessoa que deu exemplo de vida cristã.

    Segundo uma tradição, que se encontra inclusive presente nas redes sociais e nos sites de consultas da internet, Sebastião nasceu em Narbonne, na Gália, atual França; mas foram residir em Milão, na Itália, logo nos primeiros anos. A datação é de por volta do século terceiro. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

    Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos pois os cristãos não adoravam os deuses pagãos, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.

    Esse mistério o levava a consolar secretamente os cristãos que eram presos, uma presença muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

    São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. Um soldado denunciou-o para o Império e lá foi ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.

    São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, provavelmemte no ano de 288 foi duramente martirizado.

    São Sebastião é um exemplo de coragem ante os obstáculos da vida e fidelidade mesmo diante das contrariedades e perseguições. Teve o empenho em fazer o bem ocultamente, aproveitando todas as circunstâncias para semear alegria, consolo e ânimo para as pessoas próximas, mesmo sabendo que quando fosse descoberto poderia ter complicações. São Sebastião também pode ser reconhecido por sua prontidão em fazer a Vontade de Deus e enorme espírito de serviço, pois após recobrar a saúde ele se volta para os outros e quer continuar fazendo o bem, sem achar que já fez muito na vida e que agora precisa repousar.

    A vida de São Sebastião nos mostra que tudo ele venceu com muito amor, tanto que o tema da nossa trezena e da nossa festa neste ano é: “São Sebastião superou tudo com amor”. Olhando para vida deste grande santo, percebemos que só foi possível ser corajoso devido ao seu grande amor pelo Evangelho e por Jesus. Temos que aprender com São Sebastião a ter amor à Deus ao próximo e a vontade de se doar.

    O exemplo de São Sebastião nos ensina a ser um exemplo de cristão. Amando sempre a Deus e ao nosso próximo. Queremos pedir a intercessão do nosso padroeiro para que reine em nossa Arquidiocese o dom do serviço e de se colocar em favor do outro. Ó glorioso São Sebastião, dai-nos a graça de sempre buscar a justiça e o reino de Deus.         


    20/01/2018 - Atualizado em 20/01/2018 07:34

  4. Neste dia 20 do primeiro mês de 2018, quando a Igreja Católica celebra São Sebastião, é oportuna uma reflexão sobre a fé em Deus, que jamais abandona seus filhos, amparando-os sempre em sua infinita misericórdia e amor. Pois bem, a fé inabalável é o maior exemplo do santo Padroeiro da cidade do Rio de Janeiro aos cristãos e a todos aqueles em busca de esperança e redenção.

    Assim como o padroeiro de sua Cidade Maravilhosa, os cariocas, apesar de todos os problemas que os afligem, principalmente a violência e a criminalidade, professam sua imensa fé em Nosso Senhor, sob as bênçãos de Cristo, o grande Redentor da humanidade, cuja imagem do alto do Corcovado abençoa esta cidade nascida sob a proteção do Santo Guerreiro. Como São Sebastião, é um povo corajoso na defesa e preservação de seus princípios e valores espirituais. Os cariocas jamais se esqueceram que nas aflições contra a peste, a fome e a guerra eles podem acorrer ao seu padroeiro: “Dai-nos, ó Deus, o espírito de fortaleza para que, sustentados, pelo exemplo de São Sebastião, vosso glorioso mártir, possamos aprender com ele a obedecer mais a vós do que aos homens”(oração da coleta da Missa da festa).

    Os cariocas terão sempre a força de sua fé para vencer as adversidades. O Rio de Janeiro, que comemorará seu 453º aniversário em 1º de março próximo, seguirá, resiliente como sempre, o curso de sua bela história como um dos municípios brasileiros mais importantes e uma das cidades mais conhecidas do Planeta, “embaixadora” do Brasil na beleza de suas paisagens, nos encantos de sua cultura, na alma alegre e terna de sua gente e no ritmo de sua musicalidade.

    Maximiano ao tomar conhecimento de cristãos infiltrados no exército romano empreendeu uma caçada impiedosa a esses cristãos, expulsando-os do exército. Só os filhos de soldados ficaram para servir o exército. E este era o caso do Capitão Sebastião. Denunciado como cristão por um soldado, o imperador se sentiu traído e mandou que Sebastião renunciasse à sua fé em Jesus Cristo. Resoluto, Sebastião se negou a fazer esta renúncia. Por isso, Maximiano mandou que ele fosse morto com requinte de crueldade para servir de exemplo e desestímulo a outros. Maximiano ordenou que Sebastião tivesse uma morte dolorosa diante de todos. Assim, os arqueiros receberam ordens para matarem-no a flechadas. Eles tiraram suas roupas, o amarraram num poste no estádio de Palatino (algumas versões falam que foi em uma árvore na floresta) e lançaram flechas sobre ele. Ferido em pontos não vitais, deixaram que ele sangrasse até morrer.

    Uma cristã devota, chamada Irene, e um grupo de amigos, foram ao local e, surpresos, viram que Sebastião continuava vivo. Levaram-no dali e o esconderam na casa de Irene que cuidou de seus ferimentos.

    Sebastião, depois de curado, continuou evangelizando e se apresentou ao imperador Maximiano, anunciando a conversão e a liberdade para os cristãos, que não atendeu ao seu pedido. Sebastião insistia para que ele parasse de perseguir e matar os cristãos. Desta vez, porém, o imperador mandou que o açoitassem (algumas versões falam de decapitação) até morrer e depois fosse jogado numa fossa (esgoto de Roma), para que nenhum cristão o encontrasse. Porém, após sua morte, Luciana, uma cristã, comenta que foi inspirada a buscar o corpo de São Sebastião e no sonho foi anunciado que ela encontraria o corpo dele num poço. Também no sonho ele pediu para ser sepultado nas catacumbas junto dos apóstolos. São Sebastião está sepultado na Via Ápia, aonde se edificou uma Igreja em sua honra, depois constituída em Basílica Menor. Eu mesmo, quando tenho compromissos pastorais em Roma, quase sempre celebro todas as vezes nesta Basílica pedindo a proteção de nosso Padroeiro pela nossa Cidade e pela nossa Arquidiocese.

    Estamos celebrando o nosso padroeiro e neste ano, desde novembro passado, a Igreja no Brasil celebra o ano do laicato. São Sebastião foi exatamente um fiel batizado, um leigo que enfrentou destemidamente o Imperador e não renunciou a sua fé em Jesus Cristo. O exemplo de São Sebastião diante das muitas adversidades que a grande maioria do povo carioca vive, nestes tempos de crise e de insegurança, nos leva a seguir o exemplo de nosso padroeiro e não renunciar, por motivo nenhum a nossa fé. Ao contrário que possamos testemunhar a fé em Jesus Cristo e na sua Santa Igreja Católica, apostólica e romana, como uma das características fundamentais do nosso Batismo. Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar o amor à Igreja, servir os irmãos e irmãos, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia, para dar testemunho de Cristo.

    Percorrendo nos últimos treze dias toda a cidade, levando a réplica da imagem histórica trazida por Estácio de Sá de nosso padroeiro, podemos refletir “São Sebastião superou tudo com amor”. É com esta certeza de que, um leigo, soldado romano, que preferiu a morte do que renunciar a sua fé, que devemos superar todas as dificuldades porque passa a nossa cidade, a amada gente carioca, e em tudo vamos superar com o amor de Cristo, por Cristo e em Cristo.

    Na celebração do Dia de São Sebastião — São Sebastião do Rio de Janeiro! —, data tão significativa para os cariocas, abraçamos todos eles e nos somamos às suas orações. Em sua profissão de fé, à semelhança de seu Santo Padroeiro, terão sempre a luz de Deus iluminando seus caminhos, semeando esperança e abençoando o presente e o futuro da cidade!

    20/01/2018