Vicariato Suburbano

  1. Dia Mundial dos Pobres

    A população global neste ano alcançou os 7,6 bilhões de habitantes, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, outro número ainda avança rapidamente: pelos menos 13% da população mundial ainda vive em situação de extrema pobreza e 800 milhões de pessoas passam fome.

    Pensando naqueles que mais sofrem, o Papa Francisco intitulou o 33º Domingo do Tempo Comum como o Dia Mundial dos Pobres, para que, nesta data, os cristãos possam voltar os corações para aqueles que mais necessitam. A primeira edição, com o tema: “Não amemos com palavras, mas com obras” (1 Jo 3,18), ocorreu no dia 19 de novembro, e abrangeu toda a nossa arquidiocese.

    Segundo o bispo animador para a Caridade Social, Dom Joel Portella Amado, “o Pontífice está preocupado com a globalização da indiferença. Ou seja, são tantos pobres que começamos a nos ‘acostumar’ com eles. Através do Dia Mundial dos Pobres, o Papa convida ao despertar ou ‘redespertar’ da consciência. São filhos e filhas de Deus que sofrem com a fome, a falta de moradia e ausência de pátria”. Ele ainda acrescentou que “o Papa chama a nossa atenção para o pobre como sujeito, o qual precisa ter reconhecida sua condição, não apenas de cidadania, mas de humanidade. A pobreza nos interpela, e em cima de cada pobre pesa essa conta, que não é só dele, mas de todos nós”, afirmou.

    Carta do Papa Francisco para o 1º Dia Mundial dos Pobres

     

    Meditações de Dom Orani para o Dia Mundial dos Pobres:

    Dia Mundial dos Pobres

    Partilhar com os pobres

    Solidariedade com os pobres

    Aproximar dos pobres

    Ser sinal da Caridade

     

    Atividades no Vicariato Suburbano

    Na semana que antecedeu o Dia Mundial do Pobre, os vicariatos da Arquidiocese do Rio realizaram ações sociais articuladas pela equipe de assistentes sociais da arquidiocese. Tratou-se da “Semana da Solidariedade”.

    No Vicariato Suburbano tivemos dois dias de Feira da Saúde: dia 15 na Paróquia de Cristo Rei em Vaz Lobo e no dia 19 na Paróquia de São Brás em Madureira, ambos na parte da manhã. Dezenas de pessoas foram atendidas gratuitamente com aplicação de flúor e orientação dos dentistas, clínica geral, orientação nutricional, psicologia, oftalmologia, fonoaudiologia, auriculoterapia, fitoterapia, massoterapia, aferição de pressão, teste de glicemia, corte de cabelo e tranças, maquiagem e sobrancelha, limpeza de pele, encaminhamento profissional, assistência jurídica, 1ª e 2ª via de RG, 2° via da certidão de nascimento, distribuição de roupas, calçados e material de higiene pessoal, café da amanhã, almoço e distribuição de quentinhas, recreação para crianças, além da presença da Comunidade Católica Maranathá e do circuito de simulação de embriaguez conduzido pelos agentes cadeirantes da Lei Seca.

    No dia 18, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a missa O Rio Celebra na Capela São Sebastião, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Del Castilho. O entorno do local é marcado pela pobreza e pelo tráfico de drogas. Após a celebração, o Cardeal seguiu para uma cracolândia próxima, situada numa região chamada Bandeira Dois, popularmente conhecida como B2, onde concedeu uma bênção às pessoas que fazem do local a sua moradia. Houve ainda uma ação social com atendimento espiritual, distribuição de lanches e cortes de cabelo.

    Estiveram presentes na celebração, além do cardeal, o bispo referencial para a Caridade Social, Dom Joel Portella Amado, o vigário episcopal para a Caridade Social, Cônego Manuel de Oliveira Manangão, o pároco da Nossa Senhora do Rosário, padre Benedito Jales Dantas, e membros da Fraternidade Toca de Assis, da Fraternidade O Caminho, as Irmãs Missionárias da Caridade, as Irmãs da Comunidade Sementes do Verbo, membros do Movimento Contemplativo Missionário Padre de Foucauld, entre outras comunidades e pastorais que atuam junto aos pobres.

    Segundo Dom Orani, a proposta da ação social foi incrementar o trabalho junto aos pobres, que já existe, e incentivar para que cresça ainda mais enquanto for necessário. “A ação traz à tona a ideia de que o país que a Igreja quer não é o atual, e sim um mais justo e fraterno. Mas enquanto essa realidade não chega, é possível fazer a diferença amando o próximo e tendo gestos de carinho para com ele”, afirmou o cardeal.

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    Dia Mundial dos Pobres na Catedral Metropolitana

    Dia 19 de novembro, dia escolhido pelo Papa Francisco como o Dia Mundial dos Pobres, as principais celebrações ocorreram na Catedral Metropolitana de São Sebastião. Antes da santa missa, diversos agentes de pastorais e movimentos sociais, além de membros de novas comunidades e fraternidades, se reuniram para a distribuição do café da manhã para a população em situação de rua, uma ação que já acontece há mais de 20 anos na Catedral.

    Em seguida, teve início a santa missa, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, e concelebrada pelo vigário episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Manangão, pelo pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos, pelo vigário paroquial, padre Vanderson, além dos sacerdotes Giuseppe Piero e Mário.

    Na homilia, o cardeal recordou a necessidade de multiplicar os talentos recebidos por Deus em prol do próximo. “O Evangelho de hoje nos questiona: o que vamos apresentar ao Senhor quando formos chamados? Precisamos fazer uma espécie de balanço quanto ao que fazemos com os interesses do Reino. Temos muitas pessoas que multiplicam os dons que receberam de Cristo e, a partir desse anúncio, semeiam na vida de outras pessoas, vivendo como filhos da Luz”, exclamou.

    O arcebispo também salientou a importância de não enterrar os dons e carismas recebidos de Cristo. “Em contrapartida, ainda há muito talento e carisma enterrado, os quais não podem ser para si próprio, mas para os outros. Não importam quais são os teus dons, todos são chamados a servir e contribuir com esta missão: estar presente no mundo com a consciência de que não se pode enterrar os talentos que recebeu”, frisou.

    Fontes:

    Arquidiocese promove o Dia Mundial dos Pobres

    Dom Orani participa de ação social na cracolândia

    Igreja do Rio celebra Dia Mundial dos Pobres na Catedral

  2. Feira Mariana 2017

    0feira mariana2No primeiro domingo do mês de novembro, dia em que a Igreja celebrou o dia de Todos os Santos, a Paróquia São Tiago, localizada no bairro de Inhaúma, realizou uma linda e animada Feira Mariana.

    A Feira teve início às 14h e teve várias atividades como apresentação de dança, teatro, stands com exposição de títulos de Nossa Senhora e a Coroação de Maria.

    0coordeadoras feira marianaAs coordenadoras da catequese, Luana e Maria Ângela, explicaram que o evento reuniu toda a Iniciação Cristã e os movimentos jovens da Paróquia e que as primeiras feiras eram Marianas e com o passar do tempo mudou para a Feira dos Santos, para que os meninos pudessem participar caracterizados com os santos também, como este ano foi celebrado os 100 anos de Fátima e 300 anos de Aparecida, a pastoral decidiu voltar às origens com a Feira Mariana.

    A Feira teve início às 14h e teve várias atividades como apresentação de dança, teatro, stands com exposição de títulos de Nossa Senhora e a Coroação. 

    Fotos: Sergio Ribamar

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  3. ordenacao pedro 2

    "Junto a vós, felicidades sem limites" (Sl 15, 11)  

    No dia de São Judas Tadeu, 28 de outubro, o Seminarista Pedro Israel foi ordenado Diácono. A cerimônia foi presidida pelo Cardeal Orani Tempesta e concelebrada por Dom Luiz Henrique, Dom Roque Costa,  Bispos Auxiliares do Rio de Janeiro, padres e diáconos de nossa arquidiocese,  entres eles,  Monsenhor Mazine,  Pároco da Paróquia São Benedito.

    Pedro Israel, 26 anos,  filho de Lutgardis Miguel Thinnes Filho e Maria Gonçalves,  tendo por irmãos Henrique Daniel e João Miguel,  ingressou no seminário no ano de 2011 para, junto do Senhor que o chamou, pudesse aprender do Bom Pastor a fazer da sua vida uma bela e feliz entrega ao Senhor e sua Igreja. Originário desta Paróquia de São Benedito, o seminarista Pedro Isra colhe com muita alegria os primeiros frutos da semente que um dia o senhor plantou em seu coração. Ao longo de sua caminhada muitas pessoas e outras paróquias ajudaram a consolidar a esse amor pelo Cristo e fortalecer ainda mais sua caminhada , com especial destaque os lugares e quem fez pastoral: Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos, no Méier; Paróquia de São João Batista da Lagoa, em Botafogo e o grupo vocacional arquidiocesano - GVA, onde de desenvolve seu trabalho pastoral atualmente.  

    ordenacao pedro 3Nossa paróquia segue a orientação do Papa João Paulo II que dizia que ‘uma paróquia deve ser uma paróquia vocacional.’

    Daqui surgiu antes de mim, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. Depois, Pe. Diogo; Pe. Rafael; Pe. Rodrigo; Pe. Sidnei; Diácono Carlos, Diácono Antônio, Diácono Alexandre, Diácono Glén e agora Diácono Pedro Israel.

    No seminário temos três seminaristas: Peterson, Paulo Diego e Alan Galvão. No GVA temos Pedro Paulo e Juan.

    Fico feliz com este momento, com os vividos com os outros já ordenados aqui da São Benedito e com outros que virão.

    Nossa meta: deixar dez sacerdotes de São Benedito como servidores do Reino e dizer ‘em tudo amar e servir.’” Monsenhor José Mazine.

    ordenacao pedro 1“Só tenho a agradecer a Deus por tudo o que fez em meu favor, deixando com que recebesse a Ele mesmo como herança e experimentar essa felicidade sem limites que é estar ao seu lado, e a partir de hoje, para sempre! E a Virgem Maria que não me desamparou em nenhum momento da minha vocação.” Diácono Pedro Israel

     

     

    Fotos: Sergio Ribamar

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  4. Mensagem vídeo do Papa Francisco por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida

    O Papa Francisco não pode estar presente durante as comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas se fez presente por meio do delegado pontifício Dom Giovanni Battista e por sua mensagem carinhosa enviada a todos os brasileiros.

    Mensagem do Papa Francisco:

    papa franciscoQuerido povo brasileiro, queridos devotos de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Minha saudação e minha benção para todos vocês que estão vivendo em Cristo Jesus um ano mariano por ocasião do Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem da Vigem e Mãe Aparecida nas águas do Rio Paraíba do sul. Em 2013, durante a minha primeira viagem apostólica internacional, tive a alegria e a graça de estar no Santuário de Aparecida e rezar aos pés de Nossa Senhora, confiando ali o meu pontificado e lembrando o povo brasileiro com a acolhida tão calorosa que vem do seu abraço e coração tão generoso. Naquela ocasião, inclusive, manifestei meu desejo de estar com vocês no ano jubilar, mas a vida de um Papa não é fácil, por isso quis nomeei o cardeal Dom Giovanni Battista Re como delegado pontifício, para as celebrações do dia 12 de outubro, confiei a ele a missão de garantir assim, a presença do Papa entre vocês. Ainda que não esteja fisicamente presente, quero, entretanto por meio da Rede Aparecida de Comunicação manifestar meu carinho, por esse povo querido e devoto da Mãe de Jesus. O que deixo aqui são simples palavras, mas desejo que vocês recebam com meu fraterno abraço nesse momento de festa. Em Aparecida, repito aqui, as palavras que proferi em 2013 no Altar do Santuário Nacional, “aprendamos a conservar esperança, a deixar nos surpreender por Deus e viver na alegria, esperança querido povo brasileiro, é virtude que deve permear os corações dos que creem. Sobretudo, quando ao nosso redor temos situações de desespero que podem sem querer nos desanimar, não se deixem vencer pelo desanimo. Não se deixem vencer pelo desanimo! Confiem em Deus, confiem na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria, que podemos tocar a esperança que se concretiza na vivencia da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria, que por sua vez são valores que encontram sua raiz mais profunda na fé cristã”. Em 1717 quando foi retirada das águas pelas mãos dos três pescadores a Vigem Mãe Aparecida já nos inspirou a confiar em Deus que sempre nos surpreende, pense na abundância da graça derramada de modo concreto na vida dos que estavam temerosos diante dos poderes estabelecidos. Deus nos surpreendeu, pois aquele que nos criou com amor infinito no surpreende sempre, Deus nos surpreende sempre! Nesse jubileu festivo em que comemoramos os 300 anos daquela surpresa de Deus, somos convidados a sermos alegres e agradecidos. Alegrai-vos sempre no senhor, e que essa alegria que irradia de seus corações, transborde e alcance cada canto do Brasil, especialmente as periferias geográficas, sociais e existenciais que tanto anseiam por uma gota de esperança. O singelo sorriso de Maria que conseguimos deslumbrar em sua imagem seja fonte do sorriso de cada um de vocês diante das dificuldades da vida, o cristão jamais pode ser pessimista, o cristão jamais pode ser pessimista! Por fim, agradeço o povo brasileiro pelas orações que diariamente oferecem por mim, especialmente durante a celebração da Santa Missa. Rezem pelo Papa e tenham certeza que o Papa sempre reza por vocês! Juntos, de perto ou de longe, formamos a igreja, o povo de Deus e cada vez que colaboramos, ainda que de maneira simples e discreta como o anúncio do evangelho tornamo-nos assim como Maria, um verdadeiro discípulo missionário e o Brasil hoje necessita de homens e mulheres cheios de esperança e firmes na fé, que deem testemunho de que o amor manifestado na solenidade e na partilha é mais forte e luminoso que as trevas do egoísmo e da corrupção. Com saudades do Brasil! Com saudades do Brasil! Concedo-lhes a missão apostólica pedindo a Nossa Senhora Aparecida que interceda por todos nós, assim seja!

     Clique aqui para ver o vídeo

     

    Fonte Portal A12

  5. Anuário Pontifício 2017 revela os dados da Igreja no mundo

    É o que revelam os dados do Anuário Pontifício 2017

    O Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, cuja redação esteve sob a responsabilidade do Departamento Central de Estatística da Igreja foi distribuídos nestes dias nas livrarias. O trabalho de impressão dos dois volumes é da Tipografia Vaticana. Reproduzimos aqui a análise dos dados do L’Osservatore Romano.

    Da análise dos dados referidos no Anuário Pontifício pode-se deduzir algumas novidades relativas à vida da Igreja Católica no mundo, a partir de 2016. Como por exemplo: durante o referido período foram eretas quatro novas sedes episcopais, uma eparquia, dois exarcados apostólicos, um ordinariato e um exarcado apostólico foi elevado à eparquia. Os dados do Annuarium Statisticum, por sua vez, relativos ao ano de 2015, fornecem um quadro de síntese dos principais andamentos que interessam o desenvolvimento da Igreja Católica no mundo.

    A seguir são descritas as tendências verificadas no quinquênio recém transcorrido, quer dos católicos batizados, quer dos clérigos, religiosos professos não-sacerdotes e religiosas professas e do número de vocações sacerdotais. As informações serão fornecidas em nível global, assim como para cada área geográfica.

    Na presente nota, os dados de 2015, além de serem sistematicamente confrontados com aqueles relativos ao ano precedente, são comparados também com aqueles do quinquênio que teve início em 2010, com o objetivo de extrapolar as dinâmicas evolutivas prevalentes no médio período.

    O arco de tempo considerado cobre os últimos dois anos do Pontificado do Papa Bento XVI e os primeiros três anos do atual pontificado do Papa Francisco, com importantes indicações sobre a Igreja Católica no novo milênio.

    Número de batizados

    O número de católicos batizados cresceu em todo o mundo, passando de 1,272 bilhões em 2014 a 1,285 bilhões em 2015, com um incremento pertinente a 1%, o que representa 17,7% da população total do planeta.

    Caso se adote uma perspectiva de período médio, por exemplo com referência a 2010, se constata um crescimento mais significativo, de 7,4%.

    A dinâmica de tal incremento varia de continente a continente: enquanto, de fato, na África se registra um aumento de 19,4% no número de católicos, passando no mesmo período de 186 a 222 milhões, na Europa, por outro lado, manifesta-se uma situação de estabilidade (em 2015 os católicos chegavam a quase 286 milhões, pouco mais de 800 mil em relação a 2010, e 1,3 milhões a menos em relação a 2014. Tal constatação deve ser atribuída à situação demográfica, cuja população teve um leve aumento e para a qual, nos próximos anos, está prevista uma queda.

    Situação intermediária entre as duas citadas acima são registradas na América e na Ásia, onde o crescimento dos católicos é certamente importante (respectivamente + 6,7% e + 9,1 %), mas alinhado com o desenvolvimento demográfico destes dois continentes. Estacionários, no entanto, com valores absolutos obviamente inferiores, os números relativos à Oceania.

    Como estes movimentos estão relacionamos com os dados demográficos, uma informação melhor pode ser obtida analisando-se a relação entre católicos batizados por número de habitantes. Na África, por exemplo, a tendência ao crescimento permanece constante, enquanto mais contida se mostra na Ásia e na Oceania.

    Também poderia ser frisado que nos vários continentes o número relativo de católicos varia em dimensões profundamente diferentes: se vai pelo ano mais recente, dos 3,2 católicos a cada 100 habitantes na Ásia aos 63,7 na América. Tal número relativo de católicos é de 19,4 na África, de 26,4 na Oceania e de 39,9 na Europa.

    Também se confirma o peso do continente africano, cujos fiéis batizados aumentam dos 15,5% aos 17,3% dos católicos totais no mundo. A Europa, por outro lado, registra uma queda, saindo dos 23,8 % em 2010 para os 22,2% em 2015.

    América com maior percentual de católicos

    A América, por outro lado, permanece como o continente com maior percentual de católicos, ou seja, 49% dos católicos batizados em todo o mundo.

    O continente asiático mantém-se com 11% do total de batizados católicos do planeta em 2015. Números estáveis também relativos à Oceania, representando 0,8% dos católicos a nível mundial.

    Brasil, país com maior número de católicos

    Aprofundando o detalhe territorial para cada país e observando os dados relativos à 2015, revela-se que o Brasil, no conjunto dos dez países no mundo com maior consistência de católicos batizados, ocupa o primeiro lugar, com 172,2 milhões de católicos, o que representa 26,4% do total dos católicos do continente americano.

    O Brasil é seguido pelo México (110,9 milhões), Filipinas (83,6 milhões), Estados Unidos da América (72,3), Itália (58,0 ), França (48,3), Colômbia (45,3), Espanha (43,3), República Democrática do Congo (43,2) e Argentina (40,8).

    A soma total de católicos presentes nos países que ocupam as dez primeiras posições chega a 717,9 milhões, ou seja, 55,9% dos católicos presentes em todo o mundo.

    As estatísticas relativas a 2015 também revelam que o número de clérigos em todo o mundo é de 466.212, com 5.304 bispos, 415.656 sacerdotes e 45.255 diáconos permanentes.

    Bispos

    O número de bispos aumentou no decorrer do tempo, satisfazendo as exigências de um maior número de fiéis e de um reequilíbrio numérico e funcional em relação ao corpo sacerdotal. No último quinquênio registrou-se um incremento de 3,9%. Tal movimento de crescimento é registrado em todos os continentes, ainda que as variações se apresentem mais acentuadas para o continente asiático (+5,4%) e para a Europa (+4,2%). Já na América é +3,7% e África +2,3%.

    Também pode ser assinalado que o peso relativo em cada continente permaneceu praticamente invariável. Em 2015, em particular, verificou-se que a América teve 37,4% de todos os prelados, seguida pela Europa com 31,6%, Ásia com 15,1%, África 13,4% e Oceania com 2,5%.

    Sacerdotes

    2015 é caracterizado por uma queda no número de sacerdotes em relação ao ano precedente, invertendo assim a tendência que caracterizou os anos de 2000 a 2014. A diminuição entre 2014 e 2015 é de 136 unidades e diz respeito em particular ao continente europeu (-2.502 unidades). Já para os outros continentes a variação é positiva: +1.133 unidades para a África, +47 para a América, +1.104 para a Ásia e +82 para a Oceania.

    O total de sacerdotes no mundo em 2015, em relação a 2010, sofreu um aumento de 0,83%, passando de 412.236 a 415.656.

    Para este período, a África registrou um aumento de 17,4% e a Ásia 13,3%, enquanto na América mostrou-se estacionária, com aumento de 0,35%. Europa e Oceania registraram, para o mesmo período, taxas negativas de -5,8 e -2,0% respectivamente.

    Sacerdotes diocesanos e religiosos

    Fazendo-se a distinção entre sacerdotes diocesanos e religiosos observa-se os seguintes dados. Entre os diocesanos, no total, registra-se um aumento de 1,6%, passando dos 277.009 em 2010 aos 281.514 em 2015. Já entre os religiosos constata-se uma constante diminuição (-0,8% no período), chegando-se aos 134 mil em 2015.

    A queda no número sacerdotes religiosos é observada não somente na Europa e Oceania, mas também no continente americano, onde em 2015 eram pouco mais de 38 mil, em comparação com os mais de 40 mil em 2010.

    Relacionando-se os dados de tais áreas com dados globais, observa-se que a África, a América Centro-continental e a do Sul e a Ásia sul-oriental observam um aumento em seu peso de 2010 a 2015, enquanto a Ásia médio-oriental e a Oceania permanecem praticamente estacionárias em relação a esta característica.

    Por fim, a América do Norte e a Europa têm um peso em declínio. Se em 2010 na Europa os sacerdotes representavam 46,1% do total mundial, caem para pouco mais de 43% em 2015, numa queda de 3 pontos percentuais.

    Sacerdotes/número de fiéis

    Analisando a relação entre o número dos católicos batizados presentes nas várias áreas continentais e o número de sacerdotes, constata-se que, enquanto em 2010 existia um sacerdote para cada 2.900 fiéis católicos, em 2015 este número sobre para 3.091.

    Particularmente crítica é a situação na América, onde a relação católico/sacerdote supera as 5.000 unidades, mantendo-se crescente no período considerado.

    Mas a presença sacerdotal se enfraquece também na Europa, mesmo contando com 1 sacerdote para cada 1.595 fiéis católicos, uma relação mais vantajosa em termos absolutos.

    Na Ásia, por sua vez, os católicos por sacerdote no período considerado passaram de 2.269 a 2.185, enquanto na África permanece estável, em número que indicam 5.000 católicos por sacerdote.

    Diáconos permanentes

    O número dos Diáconos permanentes mostra uma significativa dinâmica evolutiva: tem um aumento em 2015 de 14,4% em relação aos dados dos cinco anos anteriores, passando de 39.564 a 45.255 unidades.

    O número de diáconos cresce em todos os continentes em ritmo significativo. Na Oceania, onde não chegam ainda a 1% do total, ele aumentam 13,8%,chegano a 395.

    Os dados melhoram ainda mais em áreas onde a presença deles é quantitativamente relevante, como na América e na Europa, onde estão 98% do total. O número de diáconos, de fato, aumentou em 16,2 e 10,5% respectivamente.

    A ação pastoral dos clérigos é apoiada também por outros agentes pastorais, entre os quais os religiosos professos não-sacerdotes e religiosas professas: à análise numérica destes agentes podem ser feitas importantes observações.

    Religiosos professos não-sacerdotes

    O grupo dos religiosos professos não-sacerdotes observa uma ligeira retração em nível global. De um total de 54.665 em 2010 passaram a 54.229 em 2015. No continente africano e na Oceania, por outro lado, foi verificado um incremento no número de religiosos.

    Naturalmente, os números variam de continente a continente. Pelos dados de 2015, o maior número de religiosos não-sacerdotes encontra-se na Europa com 16.004 e na América com 15.321, num total mundial de 54.229.

    Religiosas professas

    As religiosas professas constituem uma população consistente. Em 2015 superaram em 61% o número de sacerdotes em todo o mundo, mas observam uma clara diminuição. Em nível global, passaram de 721.935 em 2010 para 670.320 em 2015, representando uma queda de 7,1 pontos percentuais.

    Segundo a região, estes números comportam-se de forma diferenciada. A África é o continente com o maior número de religiosas, que passaram de 66.375 em 2010 a 71.567 em 2015, com um aumento de 7,8% no período e 1,6% a cada ano.

    Segue o sudeste asiático, onde as religiosas professas passaram de 160.564 em 2010 a 166.786 em 2015, com um incremento de 3,9% em todo o período e 0,78 a cada ano.

    A América do Sul e Central mostraram uma diminuição, passando de 122.213 religiosas em 2010 para 112.051 em 2015, com um decréscimo de 8,3% no período e 1,7% a cada ano.

    Por fim, são agrupadas três áreas continentais com evidente contração: América do Norte (- 17,9% no período e -3,6% na variação anual), Europa (-13,4% e -2,7%) e a Oceania (- 13,8% e -2,7%). A nível mundial, portanto, estas áreas apresentam os dados mais relevantes.

    Vocações sacerdotais

    Prossegue também a queda nas vocações sacerdotais. Em 2015 os seminaristas maiores era 116.843 contra os 116.939 de 2014, 118.251 de 2013, 120.051 de 2012, 120.616 em 2011 e 118.990 em 2010.

    A taxa de vocações cai, por sua vez, de 99,5 seminaristas por milhão de católicos em 2010, para 90,9 em 2015.

    Uma detalhada análise a nível de subcontinentes evidencia que os comportamentos locais são profundamente diferenciados entre eles, de forma que a análise da evolução mundial da consistência numérica das vocações pode resultar não exaustiva.

    Na África, por exemplo, o número de seminaristas maiores no quinquênio considerado aumentou, observando um incremento de 7,7%.

    Já nas Américas observou-se no período uma contínua diminuição das vocações, chegando a -8,1%.

    Na Ásia sul-oriental, ao crescimento inicial verificado em 2012 (+4,5% em relação a 2010), seguiu-se uma acentuada diminuição que levou o número de seminaristas maiores em 2015 a um nível 1,6% inferior em relação ao nível de 2012.

    Na Europa de 2010 a 2015, o número de seminaristas diminuiu 9,7%. Na Oceania a consistência mais alta foi registrada em 2012, observando uma contínua diminuição a seguir, sendo em 2015 6,9% inferior em relação a 2012.

    Dos 116.843 seminaristas em todo o mundo em 2015, o continente que registra um maior número é a Ásia, com 34.741, seguida pela América com 33.512, a África com 29.007, a Europa com 18.579 e por fim a Oceania com 1.004 seminaristas.

    Caso se observe o número de católicos em cada continente, chega-se à seguinte relação: Ásia 245,7 seminaristas / 1 milhão de católicos; África 130,6; Europa 65,0 e América 53,6 seminaristas por milhão de católicos.

    Avaliação final

    Entre as dinâmicas já consolidadas, confirma-se o aumento do número de católicos no mundo, sobretudo no continente africano, cujo peso relativo continua a crescer no tempo.

    Com referência à evolução dos vários agentes pastorais, em particular no período 2010/2015, observa-se um significativo crescimento do número de bispos, dos diáconos permanentes, dos missionários leigos e dos catequistas diante de uma evidente retração dos religiosos professos e das religiosas professas.

    Entre os clérigos, enquanto continua a melhorar o número total dos bispos em relação ao número de fiéis, a evolução dos sacerdotes parece sofrer em 2015 uma parada, principalmente devido à queda atribuída à duas áreas geográficas: Europa e América do Norte.

    Por fim, um dado que merece atenção é o relativo às vocações sacerdotais, com o número de seminaristas atingindo o seu máximo em 2011, passando a sofrer uma gradual retração, tendo como única exceção a África, que no momento, parece permanecer intocada pela crise de vocações e confirmando-se como a área geográfica com maiores potencialidades.

    Publicada originalmente por: Rádio Vaticano BR