Vicariato Suburbano

  1. Como o Sagrado Coração de Jesus revelou o amor que tem à humanidade

    Revelação foi feita para Santa Gertrudes

    Santa Gertrudes via um dia as suas companheiras se apressarem em ir à Igreja para assistir um sermão, enquanto a doença a retinha na cela:

    “Ah! Meu caríssimo Senhor”, diz ela gemendo, “como eu iria prazerosamente ao sermão se não estivesse doente!”

    “Queres, minha dileta”, respondeu Nosso Senhor, “queres que eu próprio pregue para ti?”

    “Com muito gosto”, replicou Gertrudes.

    Então Jesus inclinou a alma de Gertrudes para o seu Coração, e ela logo discerniu neste duas pulsações dulcíssimas de ouvir:

    “Uma destas pulsações”, diz Jesus, “opera a salvação dos pecadores; a segunda, a santificação dos justos. A primeira fala sem trégua a meu Pai, a fim de lhe aplacar a justiça e atrair a misericórdia. Por essa mesma pulsação falo a todos os Santos, desculpando junto a eles os pecadores, com o zelo e indulgência de um bom irmão, induzindo-os a intercederem por eles. Essa mesma pulsação é o incessante apelo que dirijo misericordiosamente ao próprio pecador, com o indizível desejo de vê-lo regressar a mim, que não me canso de esperá-lo”.

    Pela segunda pulsação digo continuamente a meu Pai quanto me felicito de ter dado meu sangue para resgatar tantos justos, no coração dos quais fruo tantas alegrias. Convido a corte celeste a admirar comigo a vida dessas almas perfeitas e a dar graças a Deus por todos os bens que Ele já lhes deu ou lhes prepara.

    Enfim, esta pulsação do meu Coração é a conversa habitual e familiar que tenho com os justos; já para lhes testemunhar deliciosamente o meu amor, já para repreendê-los em suas faltas e fazê-los progredir de dia em dia, de hora em hora.

    “Nenhuma ocupação exterior, nenhuma distração da vista e do ouvido, interrompe as pulsações do coração do homem.

    Assim, o governo providencial do universo não será capaz, até o fim dos séculos, de deter, de interromper, de moderar, sequer por um instante, estas duas pulsações do meu Coração”.


    Na quinta-feira santa…

    Sagrado Coracao 2Jesus fez compartilhar ao coração de Gertrudes as angústias que o seu divino Coração experimentou ao aproximar-se a sua Paixão. Parecia à santa que Jesus passava todo aquele dia na prostração e nos sofrimentos da agonia, porque sabia de antemão tudo o que devia aturar. Por isso, como ele era Filho de uma terna Virgem e mais delicado ainda que sua Mãe, assustava-se e tremia a todo momento, apresentando já as convulsões e a palidez de um moribundo.

    A Gertrudes, partilhando-lhes as angústias, sentia tal compaixão dele que, se tivesse o poder de mil corações, tê-lo-ia consumido todo naquele dia em compadecer-se de amigo tão caro e tão amável.

    Sentia também no seu coração violentas pulsações, provocadas pelo desejo e pelo amor, que correspondiam  às pulsações do Coração de Jesus, de sorte que estava prestes a desmaiar sob a violência delas. Ora, o Senhor lhe disse:

    “O amor que me animava no tempo da minha Paixão; quando eu suportava no meu Coração todas essas angustias, sinto-o hoje no seu coração, que tantas vezes se tem comovido e penetrado de compaixão pelas minhas dores, pela salvação dos meus eleitos.

    Assim, dou-te em troca desta compaixão que testemunhaste durante aquele dia, todo o preço da minha sagrada Paixão, pelo bem de tua alma, e quero que recebas também, para distribui-lo à toda a Igreja, esse mesmo fruto da minha Paixão em todos os lugares onde se adora hoje em dia o lenho da Cruz”.

    Fonte: retirado do livro “Amor, paz e alegria: mês do Sagrado Coração de Jesus segundo Santa Gertrudes” do Rev. Pe. André Prevot.

    Via AASCJ

  2. Papa:

    “Uma cultura sem raízes, uma família sem raízes é uma família sem história, sem memória”. Foi o que disse o Papa na abertura do Congresso diocesano de Roma, na Basílica de S. João de Latrão, na noite de segunda-feira (19/06). Francisco também convidou a estar ao lado dos adolescentes, recordando que esta fase da vida é ‘difícil’, mas não é uma ‘patologia.

    https://www.youtube.com/watch?v=aGRbbQs_FiA

    A oração em ‘romanesco’

    O Congresso diocesano deste ano tem como tema “Acompanhar os pais na educação dos filhos adolescentes”. Dirigindo-se às famílias, o Papa disse: “Vocês vivem as tensões desta grande cidade: o trabalho, a distâncias, o tempo reduzido, o dinheiro que nunca é suficiente. Por isso, para simplificar, rezem em dialeto, pensando nas suas famílias e em como formar seus filhos no âmbito desta realidade”.

    Atenção à sociedade ‘desenraizada’

    “Muitas vezes – disse o Papa – oferecemos a nossos filhos uma formação excessiva em campos que consideramos importantes para seu futuro e pretendemos que eles deem o máximo. Mas não damos tanta importância ao fato que devem conhecer sua terra, suas raízes”.

    Adolescência, fase de crescimento para os jovens

    Para o Papa, a adolescência “é um tempo precioso na vida dos filhos; um tempo difícil, de mudanças e instabilidade... uma fase que traz riscos e dúvidas, mas crescimento para eles e para toda a família”.

    Francisco disse também que lhe preocupa a tendência atual dos pais de ‘medicar’ precocemente os jovens. “Parece que tudo se resolve medicando ou controlando tudo com o slogan ‘desfrutar o tempo ao máximo’ e assim, a agenda dos jovens fica pior do que a de um executivo”. Portanto, “a adolescência não é uma patologia que precisamos combater; faz parte do crescimento natural”.

    “Eles querem se sentir – logicamente – protagonistas”, “procuram muitas vezes sentir aquela ‘vertigem’ que os faça sentir vivos”. “Assim, temos que encorajá-los a transformar seus sonhos em projetos! Proponhamos grandes objetivos e ajudemo-los a realizá-los!”.

    Atenção à juventude eterna e ao consumismo

    “Hoje há uma espécie de competição entre pais e filhos: o paradigma e modelo de sucesso é ‘a eterna juventude’. Ao que parece, crescer e envelhecer é ‘um mal’, é sinônimo de frustração e de uma vida acabada. Tudo deve ser mascarado e dissimulado”. “Como é triste que as pessoas façam ‘lifting’ no coração! É doloroso que se queira cancelar as rugas dos encontros, das alegrias e tristezas!”.

    O outro perigo é o consumismo

    “Educar à austeridade é uma riqueza incomparável. Desperta a criatividade, gera possibilidades e especialmente, abre ao trabalho em grupo, à solidariedade; abre aos outros”.

    O agradecimento ao Cardeal Vallini

    Enfim, o Papa agradeceu o Card. Agostino Vallini, que deixa seu cargo de Vigário-geral de Roma a Dom Angelo De Donatis. “Nestes anos – disse Francisco – o Card. Vallini “me manteve com os pés no chão”. 

    Por: Radio Vaticano

     

  3. Pascom Santa Bárbara lança programa no YouTube

    A Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Bárbara, em Rocha Miranda, lançou hoje seu programa Metanóia, o primeiro vídeo de uma série que trará histórias reais de conversão e transformação de vida. Conversamos com o coordenador pastoral que abraçou esta missão há 4 meses e nos contou um pouco sobre o programa e a pascom da paróquia.

    Eugênio Telles: Como surgiu a ideia do programa Metanóia e qual foi a motivação?

    Marcelo Vilela: Na verdade, estávamos ‘‘lutando’’ para produzir algum conteúdo audiovisual, marcávamos com nosso padre e com convidados e sempre acontecia de adiar a produção. Então Francisco o ‘‘personagem’’ deste vídeo, inesperadamente me enviou mensagem desejando dar seu testemunho pois havia sido tocado com a homilia de Dom Orani na Missa de Corpus Christi e sentiu que deveria mostrar ao mundo sua história, para que as pessoas tomassem conhecimento de como é nossa Igreja e como Jesus muda para melhor quem se deixa ser mudado.

    Metanóia vem do seu real significado e como o programa mostra a transformação do caráter humano através da verdadeira conversão, não poderia ser outro nome.

    Resumidamente o Espírito Santo fez tudo em dois dias, deu nome ao programa, conseguiu um testemunho, cuidou da locação nos mínimos detalhes com um lindo dia ensolarado, quando vínhamos com dias nublados e frios. Enfim, estávamos a um mês tentando fazer e não conseguíamos, mesmo sempre em oração.

    ET.: Este é o primeiro vídeo do canal da Pascom Santa Bárbara, que já começa suas atividades com o nível de qualidade bem elevado. Qual foi o maior desafio para publicar um conteúdo neste nível?

    MV.: Apesar de não possuirmos equipamentos maravilhosos, o maior desafio, sem dúvida, foi o próprio conteúdo e encontrar pessoas para entrevista, que, como falei anteriormente, não conseguíamos encontrar uma data viável para ambas as partes. Mas, como falado também, o Espírito Santo realizou maravilhosamente em dois dias. Foi tudo perfeito! Tudo deu certo! Deus é maravilhoso!!!

    ET.: Sobre o processo criativo, como foi o processo de escolha de local, do personagem, trilha, etc?

    MV.: Sobre a trilha, pensamos na música “Poderoso Deus” do Tony Allysson que, além de ser muito ungido, representa muito bem nós Católicos no meio musical. Esta música narra sobre o poder de transformação de Deus sobre nós.

    Sobre a locação, pensamos em um lugar que mostrasse a majestade de Deus e que transmitisse, ao mesmo tempo, paz e bem estar, e proporcionasse ao expectador maior concentração no vídeo, melhorando a assimilação do tema.

    O personagem na verdade é real e o testemunho dele verídico, Francisco, é membro Pascom, escritor em sua vida profissional e foi transformado pelo agir do Espírito Santo.

    ET.: Qual o papel de cada agente no processo do programa?

    MV.: Sou responsável pelo roteiro, design gráfico, captação e edição dos vídeos. Nilton, Luis Rabello, Antônio Zancheta e eu cuidamos da Espiritualidade (carisma) e do conteúdo.

    E a Pascom cuida da divulgação nas redes sociais. Porém tudo ainda está sendo melhor organizado.

    ET.: Qual é o maior objetivo a ser alcançado com essa ação?

    MV.: Levar o Amor Ágape para todos que ainda não tiveram uma experiência com Deus e divulgar os frutos de quem já teve essa experiência.

    ET.: Como a paróquia reagiu ao programa?

    MV.: Por ser ainda recente e uma novidade, apenas alguns dias de lançamento do canal, a Paróquia ainda não tem uma visão da eficácia; os resultados desta ação ainda serão mensurados, mas nosso pároco, Padre Guilherme, e o coordenador do colégio Salesiano, Padre Reginaldo Marinho, que é vinculado à paróquia Santa Bárbara, estão muito otimistas e confiantes que o projeto alcançará muitos corações.

    ET.: Como está organizada a pastoral na Paróquia Santa Bárbara, quais são suas atividades e pasconeiros?

    MV.: Temos nossas atividades organizadas em um organograma que dará uma boa ideia de nossa organização:

    Organograma Pascom Santa Bárbara

    ET.: Que dica de motivação ou encorajamento você poderia dar às demais pascoms de nosso vicariato?

    MV.: Eu vejo muitos agentes da Pascom preocupados com equipamentos mais "adequados" e, sim, são importantes para desenvolver um bom trabalho. Porém esta preocupação acaba abafando o agir do Espírito Santo, acabam esquecendo do principal que é a orAÇÃO e que Deus nos capacita a cada minuto. Minha dica é tirar o máximo rendimento das poucas ferramentas e deixar Deus conduzir tudo verdadeiramente. Somente Ele pode fazer uma simples máquina fotográfica registrar momentos tão sublimes como se fosse um mega equipamento de uma super produtora. Aliás quando Ele não está presente, até os mega equipamentos falham.

    Et.: Marcelo, muito obrigado pela missa da Pascom Santa Bárbara, pelo seu tempo nesta entrevista e que Deus os abençoe neste trabalho pastoral.

    Deixamos aqui o convite para inscrever-se no canal da Pascom Santa Bárbara e acompanhar os próximos programas. Veja o primeiro programa Metanóia:

    https://www.youtube.com/watch?v=ie7Gac0RH7U

  4. Quando Deus toca e nos fala

    Deus nos ama profundamente e quer estar em comunhão íntima conosco. Ele tem sede da nossa alma, de morar nela. Foi por isso que Jesus quis ficar na Eucaristia, não para ficar numa Âmbula no Sacrário – disse Santa Teresinha – mas para vir ao nosso coração. Os santos dizem que Ele tem sede de estar conosco porque nos criou para Ele. Somos a Sua glória maior, dizia Santo Irineu. Pense bem!

    Mas Deus não pode habitar um coração que não o deseja e não o procura. O profeta disse que “Deus se deixa encontrar por aqueles que O procuram”. Ele não é um oferecido que se entrega a qualquer um e de qualquer jeito. Tudo que é precioso deve ficar bem guardado, escondido, como Jesus no Sacrário, como a joia no cofre. Precisamos buscá-lo.

    Quando abrimos o coração para Ele, Ele abre o Seu para nós. Santa Teresa dizia que “Quando Deus nos toca e nos fala sentimos um frio na coluna”. E a melhor hora para isso acontecer é depois da Comunhão. Não há outra ocasião mais propicia para encontrá-Lo e fazer comunhão com Ele; pois é Ele quem quis isso, estar conosco na Eucaristia. Aceitou se aniquilar, se fazer pão e vinho para estar em nosso corpo e em nossa alma. Santa Teresinha, depois da Comunhão, disse para Jesus: “Agora o Senhor é meu! Se deu todo a mim!”

    Se soubermos cultivar Jesus na alma, Ele nos vai falar, vai nos corrigir com a docilidade de uma mãe, sem rancor, sem mágoa, sem ferir. Vai nos mostrar quem somos, nos fará ver a nossa miséria para que nos conheçamos e não nos iludamos, mas também, nos fará sentir a Sua doce e eterna misericórdia que nos acolhe e acalenta. Nessa hora, as lágrimas podem até rolar de nossos olhos, pois as lágrimas e os risos são as expressões da linguagem da alma -Santa Catarina de Sena dizia que toda lágrima brota do coração. E então, a alma conversará com o Senhor, sem precisar de palavras, apenas com os sentimentos do coração. Ele nos fará sentir o que precisamos.

    Quando meditamos profundamente, no que Jesus fez por nós, ficamos constrangidos, como dizia São Paulo – “o amor de Cristo me constrange”. A pregação de Jesus, mais do que com palavras, foi com a própria vida. A Carta aos hebreus diz que: “tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,18). Para nos ensinar a vencer a tentação, e nos fortalecer, Ele aceitou ser tentado, mesmo sendo Deus. E mais: “Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,4). Ele aceitou passar pela morte terrível de Cruz para destruir a nossa morte, arrancando-nos das mãos do demônio.

    Meditando essas palavras, com a devida concentração, experimentamos o imenso amor de Jesus por nós. Ele nos mostrou que não é fácil vencer o mal, mas é possível com a Sua graça, com a força Dele em nossa alma. Isto é o mistério de nossa Redenção! Faz a gente se sentir pequeno; um mistério que não cabe em nossa cabeça, porque é ação de Deus em nós. E não podemos compreender bem as ações de Deus em nós. É a misericórdia de Jesus para conosco. Sua misericórdia é infinita, mas a nossa é muito pequena, por causa do mistério do pecado original em nós.

    Ao olhar para dentro nós nos sentimos tão vulneráveis, tão fracos, tão indignos, que muitas vezes, até faltamos com misericórdia para conosco mesmos. Mas, não podemos desanimar: Deus nos ajuda com Sua graça! É preciso saber se ver, se aceitar, e, com o auxílio da graça ir vencendo nossa miséria. É uma tarefa que cabe a Deus realizar em nós. A nós cabe se entregar em Suas mãos. Jesus disse que quem perseverar até o fim, vai ser salvo. É essa misericórdia de Deus para conosco que nos sustenta e consola.

    Não percamos mais tempo. Vamos ao encontro de nosso Divino Amigo. Abramos o nosso coração para recebê-lo e com Ele fazer uma experiência de Sua Misericórdia!

    Publicado originalmente por: Cléofas

  5. Se a confissão perdoa os pecados, para que existem as indulgências?

    Nossos pecados comportam graves consequências. É verdade que, quando nos confessamos deles no sacramento do Perdão, eles são perdoados. Mas a marca do pecado requer um longo caminho de regeneração. Para compreendemos melhor, temos uma interessante história:

     “Dizem que um presidente dos Estados Unidos, para fazer seu filho entender as consequências dos nossos atos, lhe propôs um exercício: deu-lhe um martelo, um prego grande e uma tábua de madeira, e lhe perguntou se ele seria capaz de pregá-lo na tábua. O menino respondeu que era muito fácil e, sem nenhum problema, com duas ou três marteladas bem dadas, enfiou o prego totalmente na madeira. Então seu pai lhe disse: “Muito bem. Agora tente retirar o prego, se você conseguir”. O menino suou muito na tentativa e, depois de quase uma hora, conseguiu arrancar o prego, deixando uma grande ferida na madeira. Seu pai lhe disse: “Aprenda isso, meu filho. Fazer o mal é fácil, mas desfazê-lo é muito difícil, quando não impossível, e isso sempre deixa uma ferida”.

    papa confessaO Papa Francisco explica assim: “Apesar do perdão, carregamos na nossa vida as contradições que são consequência dos nossos pecados. No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo (a marca) que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanece” (Misericordiae Vultus).

    Portanto, a indulgência não busca perdoar nenhum pecado, mas sim superar totalmente as consequências negativas do pecado. Trata-se de uma realidade muito séria, longe de um automatismo mágico à margem da nossa busca sincera de Deus e do seu perdão, e que se traduz na vontade de levar uma vida autenticamente evangélica e refazer o caminho. Não é simplesmente passar por uma porta e tudo bem. Pra que a gente possa entender melhor ainda o que é indulgência é necessário entender primeiro o que são as penas do pecado:

    O pecado tem uma dupla consequência: O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa de ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (CIC 1472).

    Quando vamos nos confessar o sacerdote perdoa a pena eterna. Por causa dos nossos pecados, nós merecemos o inferno, então, o sacerdote perdoa os nossos pecados e com isso nós seremos salvos. “O fim e o efeito deste sacramento são, pois, a reconciliação com Deus.” (CIC – 1648). Mas, ao mesmo tempo, o pecado tornou o nosso coração pior, nosso coração não está pronto para entrar no céu. Se eu me confessar e morrer imediatamente após a confissão, eu estou salvo, mas não estou santo. Por que ainda não amo a Deus de todo o coração, de toda alma e todo o entendimento. Então, a pessoa que morre nesta situação vai para o purgatório e, ali, purifica-se. A indulgência é a remissão deste tempo do purgatório.  A absolvição sacramental livra a pessoa do inferno e a indulgência livra a pessoa do purgatório.

    A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial ou plenária, ou seja nos liberta parcialmente ou na totalidade da pena temporal devida ao pecado» «O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências […], ou aplicá-las aos defuntos» A plenária é totalmente eficaz e definitiva para as pessoas mortas.” (CIC – 1471)

    A Igreja ensina que para obter as indulgências o fiel precisa estar em estado de graça. É um estado de amizade com Deus em que a pessoa não só recebeu o perdão dos pecados, mas também está disposta a abandonar qualquer tipo de pecado, até mesmo o venial. As indulgências plenárias, geralmente, consistem em uma obra que é indulgenciada e mais outras três condições: confissão, comunhão e oração pelo Santo Padre, o Papa. Estas três condições básicas sempre acompanham as obras que são indulgências plenárias. A pessoa, para receber a indulgência, precisa ter condição para cumprir as obras. Se uma pessoa está em estado de pecado, numa situação irregular e não pode se confessar, logo, é evidente que ela não pode receber indulgência.

     Fonte: Aleteia  Adaptação: Missionários YOUCAT