Vicariato Suburbano

  1. Mensagem vídeo do Papa Francisco por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida

    O Papa Francisco não pode estar presente durante as comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas se fez presente por meio do delegado pontifício Dom Giovanni Battista e por sua mensagem carinhosa enviada a todos os brasileiros.

    Mensagem do Papa Francisco:

    papa franciscoQuerido povo brasileiro, queridos devotos de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Minha saudação e minha benção para todos vocês que estão vivendo em Cristo Jesus um ano mariano por ocasião do Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem da Vigem e Mãe Aparecida nas águas do Rio Paraíba do sul. Em 2013, durante a minha primeira viagem apostólica internacional, tive a alegria e a graça de estar no Santuário de Aparecida e rezar aos pés de Nossa Senhora, confiando ali o meu pontificado e lembrando o povo brasileiro com a acolhida tão calorosa que vem do seu abraço e coração tão generoso. Naquela ocasião, inclusive, manifestei meu desejo de estar com vocês no ano jubilar, mas a vida de um Papa não é fácil, por isso quis nomeei o cardeal Dom Giovanni Battista Re como delegado pontifício, para as celebrações do dia 12 de outubro, confiei a ele a missão de garantir assim, a presença do Papa entre vocês. Ainda que não esteja fisicamente presente, quero, entretanto por meio da Rede Aparecida de Comunicação manifestar meu carinho, por esse povo querido e devoto da Mãe de Jesus. O que deixo aqui são simples palavras, mas desejo que vocês recebam com meu fraterno abraço nesse momento de festa. Em Aparecida, repito aqui, as palavras que proferi em 2013 no Altar do Santuário Nacional, “aprendamos a conservar esperança, a deixar nos surpreender por Deus e viver na alegria, esperança querido povo brasileiro, é virtude que deve permear os corações dos que creem. Sobretudo, quando ao nosso redor temos situações de desespero que podem sem querer nos desanimar, não se deixem vencer pelo desanimo. Não se deixem vencer pelo desanimo! Confiem em Deus, confiem na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria, que podemos tocar a esperança que se concretiza na vivencia da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria, que por sua vez são valores que encontram sua raiz mais profunda na fé cristã”. Em 1717 quando foi retirada das águas pelas mãos dos três pescadores a Vigem Mãe Aparecida já nos inspirou a confiar em Deus que sempre nos surpreende, pense na abundância da graça derramada de modo concreto na vida dos que estavam temerosos diante dos poderes estabelecidos. Deus nos surpreendeu, pois aquele que nos criou com amor infinito no surpreende sempre, Deus nos surpreende sempre! Nesse jubileu festivo em que comemoramos os 300 anos daquela surpresa de Deus, somos convidados a sermos alegres e agradecidos. Alegrai-vos sempre no senhor, e que essa alegria que irradia de seus corações, transborde e alcance cada canto do Brasil, especialmente as periferias geográficas, sociais e existenciais que tanto anseiam por uma gota de esperança. O singelo sorriso de Maria que conseguimos deslumbrar em sua imagem seja fonte do sorriso de cada um de vocês diante das dificuldades da vida, o cristão jamais pode ser pessimista, o cristão jamais pode ser pessimista! Por fim, agradeço o povo brasileiro pelas orações que diariamente oferecem por mim, especialmente durante a celebração da Santa Missa. Rezem pelo Papa e tenham certeza que o Papa sempre reza por vocês! Juntos, de perto ou de longe, formamos a igreja, o povo de Deus e cada vez que colaboramos, ainda que de maneira simples e discreta como o anúncio do evangelho tornamo-nos assim como Maria, um verdadeiro discípulo missionário e o Brasil hoje necessita de homens e mulheres cheios de esperança e firmes na fé, que deem testemunho de que o amor manifestado na solenidade e na partilha é mais forte e luminoso que as trevas do egoísmo e da corrupção. Com saudades do Brasil! Com saudades do Brasil! Concedo-lhes a missão apostólica pedindo a Nossa Senhora Aparecida que interceda por todos nós, assim seja!

     Clique aqui para ver o vídeo

     

    Fonte Portal A12

  2. Anuário Pontifício 2017 revela os dados da Igreja no mundo

    É o que revelam os dados do Anuário Pontifício 2017

    O Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, cuja redação esteve sob a responsabilidade do Departamento Central de Estatística da Igreja foi distribuídos nestes dias nas livrarias. O trabalho de impressão dos dois volumes é da Tipografia Vaticana. Reproduzimos aqui a análise dos dados do L’Osservatore Romano.

    Da análise dos dados referidos no Anuário Pontifício pode-se deduzir algumas novidades relativas à vida da Igreja Católica no mundo, a partir de 2016. Como por exemplo: durante o referido período foram eretas quatro novas sedes episcopais, uma eparquia, dois exarcados apostólicos, um ordinariato e um exarcado apostólico foi elevado à eparquia. Os dados do Annuarium Statisticum, por sua vez, relativos ao ano de 2015, fornecem um quadro de síntese dos principais andamentos que interessam o desenvolvimento da Igreja Católica no mundo.

    A seguir são descritas as tendências verificadas no quinquênio recém transcorrido, quer dos católicos batizados, quer dos clérigos, religiosos professos não-sacerdotes e religiosas professas e do número de vocações sacerdotais. As informações serão fornecidas em nível global, assim como para cada área geográfica.

    Na presente nota, os dados de 2015, além de serem sistematicamente confrontados com aqueles relativos ao ano precedente, são comparados também com aqueles do quinquênio que teve início em 2010, com o objetivo de extrapolar as dinâmicas evolutivas prevalentes no médio período.

    O arco de tempo considerado cobre os últimos dois anos do Pontificado do Papa Bento XVI e os primeiros três anos do atual pontificado do Papa Francisco, com importantes indicações sobre a Igreja Católica no novo milênio.

    Número de batizados

    O número de católicos batizados cresceu em todo o mundo, passando de 1,272 bilhões em 2014 a 1,285 bilhões em 2015, com um incremento pertinente a 1%, o que representa 17,7% da população total do planeta.

    Caso se adote uma perspectiva de período médio, por exemplo com referência a 2010, se constata um crescimento mais significativo, de 7,4%.

    A dinâmica de tal incremento varia de continente a continente: enquanto, de fato, na África se registra um aumento de 19,4% no número de católicos, passando no mesmo período de 186 a 222 milhões, na Europa, por outro lado, manifesta-se uma situação de estabilidade (em 2015 os católicos chegavam a quase 286 milhões, pouco mais de 800 mil em relação a 2010, e 1,3 milhões a menos em relação a 2014. Tal constatação deve ser atribuída à situação demográfica, cuja população teve um leve aumento e para a qual, nos próximos anos, está prevista uma queda.

    Situação intermediária entre as duas citadas acima são registradas na América e na Ásia, onde o crescimento dos católicos é certamente importante (respectivamente + 6,7% e + 9,1 %), mas alinhado com o desenvolvimento demográfico destes dois continentes. Estacionários, no entanto, com valores absolutos obviamente inferiores, os números relativos à Oceania.

    Como estes movimentos estão relacionamos com os dados demográficos, uma informação melhor pode ser obtida analisando-se a relação entre católicos batizados por número de habitantes. Na África, por exemplo, a tendência ao crescimento permanece constante, enquanto mais contida se mostra na Ásia e na Oceania.

    Também poderia ser frisado que nos vários continentes o número relativo de católicos varia em dimensões profundamente diferentes: se vai pelo ano mais recente, dos 3,2 católicos a cada 100 habitantes na Ásia aos 63,7 na América. Tal número relativo de católicos é de 19,4 na África, de 26,4 na Oceania e de 39,9 na Europa.

    Também se confirma o peso do continente africano, cujos fiéis batizados aumentam dos 15,5% aos 17,3% dos católicos totais no mundo. A Europa, por outro lado, registra uma queda, saindo dos 23,8 % em 2010 para os 22,2% em 2015.

    América com maior percentual de católicos

    A América, por outro lado, permanece como o continente com maior percentual de católicos, ou seja, 49% dos católicos batizados em todo o mundo.

    O continente asiático mantém-se com 11% do total de batizados católicos do planeta em 2015. Números estáveis também relativos à Oceania, representando 0,8% dos católicos a nível mundial.

    Brasil, país com maior número de católicos

    Aprofundando o detalhe territorial para cada país e observando os dados relativos à 2015, revela-se que o Brasil, no conjunto dos dez países no mundo com maior consistência de católicos batizados, ocupa o primeiro lugar, com 172,2 milhões de católicos, o que representa 26,4% do total dos católicos do continente americano.

    O Brasil é seguido pelo México (110,9 milhões), Filipinas (83,6 milhões), Estados Unidos da América (72,3), Itália (58,0 ), França (48,3), Colômbia (45,3), Espanha (43,3), República Democrática do Congo (43,2) e Argentina (40,8).

    A soma total de católicos presentes nos países que ocupam as dez primeiras posições chega a 717,9 milhões, ou seja, 55,9% dos católicos presentes em todo o mundo.

    As estatísticas relativas a 2015 também revelam que o número de clérigos em todo o mundo é de 466.212, com 5.304 bispos, 415.656 sacerdotes e 45.255 diáconos permanentes.

    Bispos

    O número de bispos aumentou no decorrer do tempo, satisfazendo as exigências de um maior número de fiéis e de um reequilíbrio numérico e funcional em relação ao corpo sacerdotal. No último quinquênio registrou-se um incremento de 3,9%. Tal movimento de crescimento é registrado em todos os continentes, ainda que as variações se apresentem mais acentuadas para o continente asiático (+5,4%) e para a Europa (+4,2%). Já na América é +3,7% e África +2,3%.

    Também pode ser assinalado que o peso relativo em cada continente permaneceu praticamente invariável. Em 2015, em particular, verificou-se que a América teve 37,4% de todos os prelados, seguida pela Europa com 31,6%, Ásia com 15,1%, África 13,4% e Oceania com 2,5%.

    Sacerdotes

    2015 é caracterizado por uma queda no número de sacerdotes em relação ao ano precedente, invertendo assim a tendência que caracterizou os anos de 2000 a 2014. A diminuição entre 2014 e 2015 é de 136 unidades e diz respeito em particular ao continente europeu (-2.502 unidades). Já para os outros continentes a variação é positiva: +1.133 unidades para a África, +47 para a América, +1.104 para a Ásia e +82 para a Oceania.

    O total de sacerdotes no mundo em 2015, em relação a 2010, sofreu um aumento de 0,83%, passando de 412.236 a 415.656.

    Para este período, a África registrou um aumento de 17,4% e a Ásia 13,3%, enquanto na América mostrou-se estacionária, com aumento de 0,35%. Europa e Oceania registraram, para o mesmo período, taxas negativas de -5,8 e -2,0% respectivamente.

    Sacerdotes diocesanos e religiosos

    Fazendo-se a distinção entre sacerdotes diocesanos e religiosos observa-se os seguintes dados. Entre os diocesanos, no total, registra-se um aumento de 1,6%, passando dos 277.009 em 2010 aos 281.514 em 2015. Já entre os religiosos constata-se uma constante diminuição (-0,8% no período), chegando-se aos 134 mil em 2015.

    A queda no número sacerdotes religiosos é observada não somente na Europa e Oceania, mas também no continente americano, onde em 2015 eram pouco mais de 38 mil, em comparação com os mais de 40 mil em 2010.

    Relacionando-se os dados de tais áreas com dados globais, observa-se que a África, a América Centro-continental e a do Sul e a Ásia sul-oriental observam um aumento em seu peso de 2010 a 2015, enquanto a Ásia médio-oriental e a Oceania permanecem praticamente estacionárias em relação a esta característica.

    Por fim, a América do Norte e a Europa têm um peso em declínio. Se em 2010 na Europa os sacerdotes representavam 46,1% do total mundial, caem para pouco mais de 43% em 2015, numa queda de 3 pontos percentuais.

    Sacerdotes/número de fiéis

    Analisando a relação entre o número dos católicos batizados presentes nas várias áreas continentais e o número de sacerdotes, constata-se que, enquanto em 2010 existia um sacerdote para cada 2.900 fiéis católicos, em 2015 este número sobre para 3.091.

    Particularmente crítica é a situação na América, onde a relação católico/sacerdote supera as 5.000 unidades, mantendo-se crescente no período considerado.

    Mas a presença sacerdotal se enfraquece também na Europa, mesmo contando com 1 sacerdote para cada 1.595 fiéis católicos, uma relação mais vantajosa em termos absolutos.

    Na Ásia, por sua vez, os católicos por sacerdote no período considerado passaram de 2.269 a 2.185, enquanto na África permanece estável, em número que indicam 5.000 católicos por sacerdote.

    Diáconos permanentes

    O número dos Diáconos permanentes mostra uma significativa dinâmica evolutiva: tem um aumento em 2015 de 14,4% em relação aos dados dos cinco anos anteriores, passando de 39.564 a 45.255 unidades.

    O número de diáconos cresce em todos os continentes em ritmo significativo. Na Oceania, onde não chegam ainda a 1% do total, ele aumentam 13,8%,chegano a 395.

    Os dados melhoram ainda mais em áreas onde a presença deles é quantitativamente relevante, como na América e na Europa, onde estão 98% do total. O número de diáconos, de fato, aumentou em 16,2 e 10,5% respectivamente.

    A ação pastoral dos clérigos é apoiada também por outros agentes pastorais, entre os quais os religiosos professos não-sacerdotes e religiosas professas: à análise numérica destes agentes podem ser feitas importantes observações.

    Religiosos professos não-sacerdotes

    O grupo dos religiosos professos não-sacerdotes observa uma ligeira retração em nível global. De um total de 54.665 em 2010 passaram a 54.229 em 2015. No continente africano e na Oceania, por outro lado, foi verificado um incremento no número de religiosos.

    Naturalmente, os números variam de continente a continente. Pelos dados de 2015, o maior número de religiosos não-sacerdotes encontra-se na Europa com 16.004 e na América com 15.321, num total mundial de 54.229.

    Religiosas professas

    As religiosas professas constituem uma população consistente. Em 2015 superaram em 61% o número de sacerdotes em todo o mundo, mas observam uma clara diminuição. Em nível global, passaram de 721.935 em 2010 para 670.320 em 2015, representando uma queda de 7,1 pontos percentuais.

    Segundo a região, estes números comportam-se de forma diferenciada. A África é o continente com o maior número de religiosas, que passaram de 66.375 em 2010 a 71.567 em 2015, com um aumento de 7,8% no período e 1,6% a cada ano.

    Segue o sudeste asiático, onde as religiosas professas passaram de 160.564 em 2010 a 166.786 em 2015, com um incremento de 3,9% em todo o período e 0,78 a cada ano.

    A América do Sul e Central mostraram uma diminuição, passando de 122.213 religiosas em 2010 para 112.051 em 2015, com um decréscimo de 8,3% no período e 1,7% a cada ano.

    Por fim, são agrupadas três áreas continentais com evidente contração: América do Norte (- 17,9% no período e -3,6% na variação anual), Europa (-13,4% e -2,7%) e a Oceania (- 13,8% e -2,7%). A nível mundial, portanto, estas áreas apresentam os dados mais relevantes.

    Vocações sacerdotais

    Prossegue também a queda nas vocações sacerdotais. Em 2015 os seminaristas maiores era 116.843 contra os 116.939 de 2014, 118.251 de 2013, 120.051 de 2012, 120.616 em 2011 e 118.990 em 2010.

    A taxa de vocações cai, por sua vez, de 99,5 seminaristas por milhão de católicos em 2010, para 90,9 em 2015.

    Uma detalhada análise a nível de subcontinentes evidencia que os comportamentos locais são profundamente diferenciados entre eles, de forma que a análise da evolução mundial da consistência numérica das vocações pode resultar não exaustiva.

    Na África, por exemplo, o número de seminaristas maiores no quinquênio considerado aumentou, observando um incremento de 7,7%.

    Já nas Américas observou-se no período uma contínua diminuição das vocações, chegando a -8,1%.

    Na Ásia sul-oriental, ao crescimento inicial verificado em 2012 (+4,5% em relação a 2010), seguiu-se uma acentuada diminuição que levou o número de seminaristas maiores em 2015 a um nível 1,6% inferior em relação ao nível de 2012.

    Na Europa de 2010 a 2015, o número de seminaristas diminuiu 9,7%. Na Oceania a consistência mais alta foi registrada em 2012, observando uma contínua diminuição a seguir, sendo em 2015 6,9% inferior em relação a 2012.

    Dos 116.843 seminaristas em todo o mundo em 2015, o continente que registra um maior número é a Ásia, com 34.741, seguida pela América com 33.512, a África com 29.007, a Europa com 18.579 e por fim a Oceania com 1.004 seminaristas.

    Caso se observe o número de católicos em cada continente, chega-se à seguinte relação: Ásia 245,7 seminaristas / 1 milhão de católicos; África 130,6; Europa 65,0 e América 53,6 seminaristas por milhão de católicos.

    Avaliação final

    Entre as dinâmicas já consolidadas, confirma-se o aumento do número de católicos no mundo, sobretudo no continente africano, cujo peso relativo continua a crescer no tempo.

    Com referência à evolução dos vários agentes pastorais, em particular no período 2010/2015, observa-se um significativo crescimento do número de bispos, dos diáconos permanentes, dos missionários leigos e dos catequistas diante de uma evidente retração dos religiosos professos e das religiosas professas.

    Entre os clérigos, enquanto continua a melhorar o número total dos bispos em relação ao número de fiéis, a evolução dos sacerdotes parece sofrer em 2015 uma parada, principalmente devido à queda atribuída à duas áreas geográficas: Europa e América do Norte.

    Por fim, um dado que merece atenção é o relativo às vocações sacerdotais, com o número de seminaristas atingindo o seu máximo em 2011, passando a sofrer uma gradual retração, tendo como única exceção a África, que no momento, parece permanecer intocada pela crise de vocações e confirmando-se como a área geográfica com maiores potencialidades.

    Publicada originalmente por: Rádio Vaticano BR

  3. Encontro de convivência para as secretárias paroquiais

    secretarias VIforania 6

    secretarias VIforania 2Para comemorar o dia das Secretárias, a 6ª forania do Vicariato Suburbano promoveu um  encontro de convivência para suas secretárias. O encontro aconteceu na manhã da última sexta-feira, 29 de setembro, na Paróquia São Benedito, localizada no bairro de Pilares.

    A professora Jaqueline Bento abriu o encontro de convivência com a palestra: Atendimento e Evangelização, que teve como objetivo aprimorar os conhecimentos e competência sobre o tema, desenvolver a capacidade de buscar excelência no atendimento e contribuir para com o processo de evangelização de “clientes”.

    Padre Thiago Humelino, formador do Seminário São José também participou do encontro com a palestra sobre nulidade matrimonial.

    secretarias VIforania 3“Um tema bem presente na Igreja, mas é sempre muito conhecido: como casamento se constitui, o que ele precisa para ser válido e quais são os casos em que o casamento é nulo. Não é “anular”, pois às vezes as pessoas confundem, se trata de perceber que um dos requisitos do casamento não existiu e se não existiu, o casamento não foi válido por isso o casamento é nulo.

    São praticamente três elementos fundamentais: as pessoas que estão podendo casar, juridicamente hábeis; o ato do consentimento que é dado no momento da celebração e a manifestação legítima a celebração e a documentação que precisa estar de acordo com aquilo que a Igreja exige. Lembrei como funciona o processo de nulidade matrimonial e as modificações que o Papa Francisco, onde são mais evidentes os casos de nulidade, podemos realizar um processo mais rápido.

    secretarias VIforania 4O direito canônico tem este olhar, burca ajudar a Igreja no caminho para a salvação das almas.” Padre Thiago Humelino

     “Esse encontro das secretárias ele é importante por conta do convívio, que possamos trabalhar em comum e que as coisas possam ser vividas em unidades. Esse momento de formação com todas as secretárias é bom pelo crescimento do serviço que a Paróquia presta na sua comunidade.” Padre Rodrigo Dias, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Del Castilho) e organizador do encontro de convivência das secretárias da 6ª forania do Vicariato suburbano.

     

    secretarias VIforania 5

    Fotos: Sergio Ribamar

    {galeria}noticias/201710/secretarias{/galeria}

  4. Dom Antônio Augusto fala sobre Ideologia de Gênero na PUC-Rio

    Evocando a palavra 'respeito', o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, abriu, no dia 19 de agosto, o Seminário sobre Ideologia de Gênero, no auditório Padre José de Anchieta, que fica no campus da PUC-Rio, na Gávea, zona sul da cidade.

    Cerca de 500 pessoas, distribuídas entre o auditório e três salas de aula, acompanharam por quatro horas o seminário, que teve também transmissão ao vivo pelas redes sociais. A iniciativa foi do Programa de Liderança Católica (MOVE) da PUC-Rio, sob a direção do padre Alexandre Paciolli, reitor da Capela Sagrado Coração, localizada no campus.

    Dom Antonio Augusto, que também é bispo animador da Pastoral Familiar, foi acolhido pelo padre Alexandre e iniciou seu discurso, lembrando a universalidade da oração do Pai-Nosso, que traduz o princípio da partilha (do Pai, do pão e também do espaço, o Reino), pois "dizemos, não 'meu pai', 'meu pão', mas 'nosso', e venha a 'nós' o Vosso Reino, portanto, o espaço é 'nosso', não 'meu'", explicou Dom Antônio, para quem "o respeito é atitude mais fundamental da humanidade; o respeito pelo outro é o fundamento de toda a verdadeira convivência, na nação, no Estado e na humanidade. A falta de respeito rompe e corrompe a comunidade", disse o bispo, nas palavras do pensador e teólogo Dietrich von Hildebrand.

    Consciente de possíveis manifestações, pois estavam presentes 25 integrantes do coletivo "Madame Satã", representativo das reinvindicações LGBTQIs, na PUC-Rio, Dom Antônio exortou: "Devemos, pelo menos, conjugar o 'nosso' e manter o respeito." Ainda assim, em meio à palestra, o grupo de militantes interrompeu o palestrante para a leitura de uma carta-manifesto. Dom Antônio ofereceu o seu microfone e os convidou a subirem ao tablado. Os manifestantes leram a carta, ouvida em silêncio e sem revide pelos presentes, e depois se retiraram, gritando palavras de ordem.  

    Seminário IG 1

    Modernidade, Feminismo e... "Paulo não é Nietzche!"

    O seminário, dividido em dois momentos, tinha como ementa a história do pensamento moderno, a gênese do feminismo e a ideologia de gênero. Passando por acontecimentos históricos como o Iluminismo e a Revolução Francesa, citando fontes não católicas, como os filósofos Rousseau, Kant, Marx, Nietzche e Hegel, além do Código Napoleônico (1804) e a "Filosofia do Direito" (Hegel), Dom Antonio Augusto elucidou que, desde o século XVIII até o século XX, as ideias desses pensadores foram e ainda são norteadoras dos movimentos totalitários de que se tem notícia, pois "a formação intelectual, na lógica do pensamento moderno, depois dos séculos XIX e XX, já não é mais a busca da verdade, mas, sim, a imposição de ideias, daí que toda ideologia é totalitária", disse.

    Segundo Dom Antonio Augusto, as ideias de Rousseau, Kant e, posteriormente, Hegel cunharam um modelo de sociedade, na qual o homem deveria ser cidadão perfeito, e a mulher, a esposa perfeita. Também a ótica marxista do senhor e do escravo, assim como a nietzcheana sobre o dominador e o dominado foram determinantes, no século XIX, para que as mulheres fossem definidas como sujeitos (apenas) do espaço privado (da reprodução), enquanto os homens seriam sujeitos do espaço público (da produção), como sintetizado por Nietzche: "O homem deve ser educado para a guerra e a mulher para a recreação do guerreiro. Tudo o mais é bobagem." Dom Antonio Augusto deixou claro que o primeiro feminismo surgiu, de fato, como reação das mulheres à opressão que sofriam naquele modelo de sociedade.

    A primeira onda feminista teria iniciado na França, Dinamarca, Suécia e Rússia, e teve como marco a fundação de associações para introduzir as mulheres na esfera pública, conquistando para elas postos de trabalho, com o intuito de retirá-las da esfera doméstica e dos papéis de esposa e mãe; visavam também obter, para as mulheres, o direito de voto e de educação, tornando-se, dessa forma, cidadãs, com direito à propriedade, à ascensão social e profissional; conquistarem direitos civis e derrubarem o monopólio masculino na educação, pondo fim à dependência econômica, política e jurídica em relação aos homens.

    Alcançadas essas conquistas, surge a segunda onda feminista, que teve como expoente a americana Margareth Sanger, enfermeira, sexóloga, fundadora e ativista do movimento pró-aborto e fervorosa defensora da prática de eugenia. Para Dom Antonio Augusto, "este segundo momento surge, de fato, como um antifeminismo, porque culpabiliza as mulheres por tudo o que acontece de conflito no mundo". É quanto defende Margareth Sanger, em seu livro "A mulher e a nova raça", de 1920, referindo-se a 'populações inferiores que não deveriam crescer: pobres, deficientes físicos e psíquicos.' A tese de Sanger é que 'os problemas mundiais são causados pelas mulheres, devido à sua fertilidade; são elas que levam o mundo à superpopulação'", ilustrou o bispo com as palavras da própria feminista, fundadora e presidente da Fundação Planned Parenthood, de 1952 a 1959.

    É dessa fase também o feminismo de Simone de Beauvoir, que em seu tratado "O Segundo Sexo" propõe: "é preciso negar a existência de uma feminilidade natural." Donde a sua tese de que "não se nasce mulher, torna-se mulher." Assegura Beauvoir que a identidade sexual esteve sob condicionamentos sociais e que as mulheres os aceitaram passivamente; para ela, de fato, a feminilidade não existe. Assim, pontuou Dom Antonio Augusto: "o centro geométrico de todo o feminismo da segunda geração é o corpo feminino." E, no bojo dos grandes movimentos pelos direitos civis e de liberação sexual que marcaram a transição da primeira para a segunda metade do século XX, passou-se, então, de um feminismo não mais reivindicatório, para um feminismo revolucionário, portanto, de raiz marxista, com foco na sexualidade feminina.

    As ideias de Sanger, Beauvoir e outras contemporâneas motivaram as metas estabelecidas nas conferências do México, Copenhague e Nairóbi, entre 1975 e 1985 (a chamada 'Década das Nações Unidas para as mulheres'), realizadas pela ONU, que passou a promover, em escala global, a legalização do aborto e distribuição massiva de anticoncepcionais e contracepcionais, como "planejamento familiar". Para Dom Antonio Augusto, fica claro, no entanto, que "a mulher, na segunda fase do feminismo, deixou de estar sob a opressão do homem, para estar sob a opressão da química, para ser dona do próprio corpo"; e indagou aos presentes: "E então é o cristianismo o responsável pela violência e opressão às mulheres?"

    Respondendo à própria pergunta, Dom Antonio Augusto que é médico pediatra, formado pela Escola de Medicina da USP, citou, do livro de história da medicina, mulheres que alcançaram grande notoriedade na Igreja e na sociedade de seu tempo, foram elas: Santa Brígida da Irlanda (453-525), abadessa que viveu no século V e foi especialista em Medicina; Hilda de Whitby (614-680), superiora dos ramos masculino e feminino de sua ordem e considerada prestigiosa cirurgiã; também Hildegarda de Bingen (1098-1108), tida como um dos modelos mais sobressalentes de liderança intelectual, abadessa de um mosteiro na Alemanha, escritora, compositora, cientista, naturalista e doutora. "E ainda acusa-se a Igreja de ser machista, anticientífica e antiuniversitária. O escritor John Grey tem razão ao dizer que 'a maioria dos conflitos existentes são causados pela má comunicação gerada pelo desconhecimento e desatenção mútua da diferença entre as pessoas'", pontuou dom Antônio, enfatizando que todo diálogo deve estar baseado em quatro princípios: clareza, mansidão, prudência e confiança.

    Sobre o preceito paulino "mulheres, sede submissas aos seus maridos" (Ef. 5, 22), Dom Antonio Augusto deu uma resposta: "Paulo não é Nietzche!" O auditório, tomado de jovens, prorrompeu em aplausos e assobios. O bispo esclareceu que Paulo usou a expressão "sub missio", referindo-se ao fato de que a esposa deve estar "sob a missão" do esposo, indicada no versículo "maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela". Ora, Cristo renunciou a Si mesmo pela Igreja. É nesse sentido que a esposa, como a Igreja, deve estar "sub missio" ao marido, cuja missão é a mesma de Cristo, em relação à Igreja; é amada assim que a mulher humaniza a sociedade", esclareceu.

    Feminismo e Gênero

    A terceira onda feminista surge influenciada também pelo filósofo e fundador do partido comunista italiano Antônio Gramsci, para quem a estratégia revolucionária não se dá pela luta de classes, como propõe o marxismo, mas pela via da cultura: "é preciso conquistar a classe intelectual", pois esta, sem regras morais e sem verdades religiosas reveladas, seria  porta-voz das mudanças sociais. Na esteira desses pressupostos, "chega-se ao cume da modernidade ideológica, que é o esvaziamento de sentidos, a crise máxima de valores, até o ódio ao cristianismo, já preconizado por Nietzche", alertou o bispo.

    Para Dom Antonio Augusto, a formulação ideológica da terceira geração feminista abarca os vários -ismos que marcaram o final do século XIX e avançaram pelo século XX: os liberalismos, os nacionalismos, os marxismos, o cientificismo, o niilismo e, sobretudo, o permissivismo da Escola de Frankfurt (Alemanha), surgida na primeira metade do século XX, para a qual não importa a verdade, mas a funcionalidade, sendo administrada pela cultura, que deve ser de total liberação. Essa ideologia segue a visão antropológica de Simone de Beauvoir e está na raiz de um feminismo mais radical, porque nega a feminilidade natural da mulher.

    Dom Antonio Augusto também comentou que o pansexualismo de Sigmund Freud está no cerne da ideologia de gênero, pois sua concepção antropológica, segundo a qual, todo desejo é estritamente sexual ou sublimação do desejo sexual, faz do ser humano uma projeção da própria libido e não mais imagem e semelhança de Deus, e estando o inconsciente dominado pelo impulso sexual. Reconheceu, contudo, as contribuições do pai da psicanálise para a medicina, sobretudo no ramo da psiquiatria.

    Para Dom Antonio Augusto, na terceira onda feminista, o critério pansexualista freudiano é ampliado pela noção de 'sexo-economia' de Wilhelm Reich, discípulo de Freud e para quem "o decisivo na sociedade é ideológico. Nela, tudo se move pelo sexo-economia, segundo Reich, sendo necessário, então, acabar com a família e a Igreja, pois, para Reich, a Igreja, defendendo a vida, acaba com o sexo", explicou Dom Antonio Augusto. Ainda na visão reichiana, seria necessária uma revolução linguística, médica e cultural-educacional, ou seja, dar outro valor/sentido às palavras; formar as pessoas nesses valores e eliminar todo sinal de autoridade, sobretudo familiar e religiosa. Neste ponto, Dom Antonio Augusto ressaltou a importância de o Papa emérito Bento XVI, na encíclica "Deus é Amor", ter resgatado o sentido verdadeiro do termo eros (dar-se ao outro), desmentindo, com isso, a noção ideologizada por Nietzche de que o ato sexual seja utilitário, para "diversão".

    Partindo da concepção de Karen Offen, que define o feminismo de terceira geração como "uma ideologia e um movimento de mudança sociopolítica, baseada na análise crítica dos privilégios do homem e da subordinação da mulher em qualquer tipo de sociedade", Dom Antonio Augusto observou que o feminismo, autodefinindo-se como ideologia, revela-se tão indemonstrável e totalitarista como qualquer outra. E esse totalitarismo fica demonstrado, também, na proposição da feminista Shulamith Firestone, para quem "deve-se devolver às mulheres a propriedade do seu próprio corpo, assim como o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto a nova tecnologia, como todas as instituições sociais relativas à educação das crianças”. Para ela, "o lar é o campo de concentração confortável, do qual a mulher deve ser libertada" e objetivo final da revolução feminista deve ser, não só a eliminação do privilégio masculino, mas a eliminação da própria distinção dos sexos, de forma que "as diferenças genitais entre os seres humanos nunca mais teriam nenhuma importância" ilustrou o bispo auxiliar, citando Firestone.

    Kate Millet e Juliet Mitchell, seguindo o viés rechiano, postulam que o objetivo da luta feminista é a destruição das estruturas sociais, econômicas e culturais; acabar com as estruturas de reprodução, de educação da sexualidade e da socialização das crianças (Millet). Portanto, a atitude de pensamento radical desse feminismo é a destruição da família, da Igreja e da Academia (a educação tradicional). O feminismo de terceira geração defende que "mudanças linguísticas levarão a mudanças institucionais" (Mitchell), e palavras como 'família', 'maternidade', 'amor', 'eros', 'valor', 'direitos', 'biologia' ganham novas significações, forjadas mediante 'preconceitos necessários'. Por isso, hoje em dia, defender a natureza humana, o sexo biológico, a família natural etc. é visto como preconceito, explicou dom Antônio.

    Seminário IG

    Gênero e reengenharia social

    A chamada teoria gender ou teoria queer, da americana Judith Butler, professora de retórica e literatura comparada na Universidade da Califórnia (EUA), postula  que o gênero é performativo, isto é, são os próprios atos que determinam as identidades sexuais, a chamada performatividade queer, ou seja, identidades sexuais instáveis, mutáveis conforme as ações que o indivíduo decida realizar ou assumir. A ideologia de gênero prega que o ser humano é 'informe', devendo ser modulado pelo processo político ideológico, por meio de reengenharia social, ou seja, a identidade modulada ideologicamente. Para a terceira onda feminista, o gênero deve ser construído socialmente: "sexo é corpo; gênero é identidade. É fruto da construção sociocultural da sexualidade. A terceira geração feminista admite ter identificado (até o momento) cerca de 31 gêneros existentes", pontuou o bispo.

    Desdobramento da teoria queer é a chamada teoria cyborg, formulada nos anos 90 do século XX, pela filósofa e zoóloga americana Donna Haraway. Para ela, deve ser eliminada toda distinção entre o humano e a máquina. Segundo o bispo, tal conceito foi introduzido sutilmente pelo cinema, através do filme "Transformers". Também a não distinção entre humano e animal seria a motivação, por exemplo, do caso espanhol de um casamento, registrado em 2015, no cartório civil de Madrid, entre um homem e uma cabra. "As consequências teórico-práticas da ideologia de gênero seriam que todos os tipos de união dos sexos têm o mesmo valor antropológico, ético, social e legal; sexo entre adultos e crianças (pedofilia), por exemplo, seria, na perspectiva de gênero, social e legalmente admitido", explicou.

    A Conferência da ONU para as mulheres, ocorrida em Pequim em 1995, estabeleceu metas, segundo as quais, para construir o gênero é preciso "destruir os condicionamentos externos, criados por uma cultura patriarcal, machista, com poder de domínio e de caráter moral religioso. O objetivo político do feminismo radical é, portanto, mudar a cultura, redefinindo o conceito de pessoa, de forma que a igualdade de gênero será entendida como homogeneidade absoluta, e não mais como igualdade de dignidade, de direitos e de natureza; a identidade sexuada deve ser mudada com a educação das crianças, e a conduta sexual seria, então, fruto de um aprendizado, através de uma prática poliforme (ou seja: como e com quem quiser)", resumiu Dom Antonio Augusto.

    Em 2005, a espanhola Núria Varela postulou que "é preciso transformar o espaço íntimo da família, num espaço público-privado, pois 'o pessoal é político'". Dessa visão, observou dom Antônio, decorrem, por exemplo, a adoção de banheiros públicos sem distinção de sexo e as leis que  tiram dos pais o direito natural sobre seus filhos.

    Esta é a razão, observou Dom Antonio Augusto, pela qual se está impondo a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), norteada pela ideologia de gênero, a fim de consolidar seu projeto de reengenharia social, também no Brasil, pela via da cultura (como propunha Gramsci), revelando-se como a implantação política mais radical do racionalismo neomarxista. A BNCC, portanto, não seria outra coisa senão o controle absoluto das instituições família e escola pelo Estado, visando a completa destruição de identidades. Rejeitando qualquer essencialismo e mesmo a existência de qualquer identidade sexual fixa, a perspectiva queer nega a distinção homem, mulher, gay, lésbica etc., e reconhece tão somente o gênero, sendo este mutável, informe, performático.  Entretanto, o feminismo de terceira geração se utiliza do que Judith Butler chama de "essencialismo estratégico", para "avançar na agenda". Segundo explicou Dom Antonio Augusto, trata-se "de uma reengenharia social, que se revela política, jurídica, cultural e, portanto, neototalitária", para cujos fins interessa a adoção de Bases Curriculares Comuns.

    Segundo demonstrou Dom Antonio Augusto, a pretensa "defesa" das mulheres e das minorias, sobretudo LGBTQIs, revela-se falaciosa, sendo, na verdade, tão somente de motivação política. Dom Antonio Augusto problematizou, a propósito, como seria, por exemplo, a aplicação da Lei Maria da Penha, no Brasil, na perspectiva da performatividade queer: se a ideologia não admite, por definição, que exista homem ou mulher, aliás, nega tal distinção, como definir, então, a autoria de uma agressão? Tendo em vista o gênero que agressor e agredido declarassem, como se daria a aplicação da Lei? Ficou, assim, demonstrado que a defesa das mulheres ou das minorias LGBTQIs parece ser, efetivamente, a última das preocupações das ideólogas de gênero, embora façam disso bandeira e agenda.

    Por fim, Dom Antonio Augusto dirigiu um conselho aos pais: "gastem tempo com seus filhos, e não terceirizem a educação deles, tanto científica, como cultural e religiosa; para isso, é necessário redimensionar seu tempo, pois alega-se não ter tempo, mas o têm para a academia, o barzinho etc., só não para dialogar com seus filhos", concluiu o bispo, sendo ovacionado. Após a bênção final e a convite de padre Alexandre Paciolli, o auditório, em uníssono, entoou o cântico Salve Regina (em latim), em torno da imagem de Nossa Senhora de Fátima, numa genuína demonstração católica de que ubi episcopus ibi Ecclesia ("onde está o bispo, aí está a Igreja").

    Depoimentos

    Dom Antônio Augusto atribuiu o êxito do seminário à intercessão de Nossa Senhora e de todos que oraram, fizeram vigílias e mortificações por essa causa, mas também à coragem e determinação dos jovens: "Quem semeia com lágrimas, recolhe com alegria. Eu sou aquele que está colhendo com alegria o que os jovens semearam, com sacrifício e com lágrimas, e pudemos presenciar esse tão elevado número de pessoas, sem falar dos que acompanharam pelo Facebook. Foi uma ação que começou pequena e tornou-se surpreendentemente grande", disse.

    Alexandre Uhlmann, integrante do "Move", disse não esperar tamanha repercussão, pois a estimativa era de 60 pessoas, mas "caminhando na fé, na oração e com o anseio do alunado católico, a divulgação tomou vulto, apesar de uma organização bem modesta. Recebemos todo apoio da reitoria, da vice-reitoria comunitária, percebemos que PUC estava sentindo falta dessa ocupação do alunado católico, com amor e paixão pela universidade e pela Igreja", afirmou.

    O diretor espiritual do "Move", padre Alexandre Paciolli ressaltou a relevância da evangelização feita pela liderança católica dentro do ambiente universitário e, segundo ele, foi "um trabalho espetacular. Temos que agradecer a Deus, por esse evento que foi um sucesso de evangelização, aqui na PUC, provocando reflexões profundas", comentou padre Alexandre.

    Maria Inês Medeiros elogiou a iniciativa pois, segundo ela, o vídeo de seu discurso na Câmara dos Vereadores, quando da discussão da temática de gênero no Plano Municipal de Educação, atingiu 30 milhões de visualizações, sendo 30% por casais homoafetivos que se declaram "a favor do que estamos lutando, eles não nos veem como inimigos, estão nos apoiando de verdade nessa causa, eles acreditam na família natural, na família cristã", disse.

    Para Joyce da Conceição Alves de Jesus, aluna do 4º período de Psicologia, é muito importante mostrar "o quanto tem fundamento aquilo que defendemos, como dom Antônio Augusto mostrou, utilizando as fontes não católicas, pois costumam dizer que não valem os nossos argumentos; vimos que a opressão da mulher não veio da Igreja, e isso foi mostrado nos textos de pensadores 'endeusados', como Nietzche", observou.

    Maria José Macedo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral Familiar, considera que Dom Antonio Augusto "apresentou o tema com muita sabedoria, ele possui uma ampla cultura, mas o que faz a diferença é a sua personalidade, com características como a clareza, a mansidão, a confiança, a prudência e o amor, que permeia tudo isso e que foi necessário exercer, quando sua palavra foi interrompida por um grupo de manifestantes. E ele com extrema elegância os ouviu, o que para nós foi um exemplo", ressaltou.

    O bispo auxiliar emérito e membro do Pontifício Conselho para a Família, Dom Karl Joseph Romer elogiou o seminário, pela urgência do assunto e por ter sido por iniciativa dos jovens que estão dando à PUC "uma identidade humana, aberta, mas claramente católica", disse. Dom Romer considera que "é importante distinguir - se é possível dizer - o 'bom feminismo', 'justo', porque, de fato, a mulher era considerada inferior. O Gênesis refere que Deus "homem e mulher os criou, à sua imagem e semelhança", portanto, ambos em igualdade de dignidade. E o último livro, o Apocalipse, apresenta a mulher "como noiva", uma figura feminina, portanto, como protótipo da humanidade (inteira) salva. Esses dois motivos justificam a luta pela dignidade das mulheres. Porém, há um 'feminismo trágico', que quer se promover, ao preço de destruir o que há de feminino na mulher", concluiu Dom Romer.

    Por Flávia Muniz.

    Assista ao Seminário completo:

    https://www.youtube.com/watch?v=ZVtps4grf7I&feature=youtu.be

    https://www.youtube.com/watch?v=IjTHGscerjc

    Fonte: ArqRio

  5. Fórum Vicarial do Meio Ambiente

    Louvado seja o meu Senhor!

    Por todas as criaturas,

    Pelo Sol e pela Lua,

    Pelas estrelas e firmamentos,

    Pela água e pelo fogo,

    Louvado seja o meu Senhor!

    Foi com esta canção que no último dia 23 de setembro teve início, no Vicariato Episcopal Suburbano, o Fórum Vicarial do Meio Ambiente. Realizado na Paróquia São Luiz Gonzaga em Madureira, o evento contou com a presença de cerca de 40 pessoas de diversas paróquias do vicariato.

    O coordenador vicarial da Pastoral do Meio Ambiente, Guilherme Alves, esclareceu que a pastoral existe na Arquidiocese do Rio de Janeiro desde 2004 como um braço do Vicariato Episcopal para a Caridade Social. Sua missão é a defesa de toda forma de vida criada por Deus, tendo como texto-base a Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco.

    O encontro contou com a presença do Padre Paulo Cardoso, da paróquia anfitriã, e do Diácono Valdinei Martins, da Paróquia Santa Rita de Cássia em Turiaçú. Também esteve presente no evento o Padre Vicente Martins, da Paróquia São José em Barros Filho.

    Padre Paulo iniciou as discussões fazendo um histórico dos documentos da Igreja que transitaram sobre a temática da ecologia, entendida como a ciência que se debruça sobre a relação entre os seres vivos. Disse que todo documento da Igreja “se confronta com alguma ideia, alguma temática, alguma teologia, tratando de um tema da realidade, de modo que iluminam nosso agir”. Afirmou que o papado de Paulo VI, tinha a preocupação com o desenvolvimento e ecologia, evidenciada na Encíclica Populorum progressio; São João Paulo II se preocupou com o tema da ética e ecologia em diversas encíclicas, como Laborem exercens, Sollicitudo rei socialis e Centesimus annus; Bento XVI despertou a preocupação com uma ecologia humana na Encíclica Caritas in veritate e em outros discursos; e, por fim, Padre Paulo introduz a Encíclica Laudato si’ que trata de uma ecologia integral.

    A seguir, foi dada a palavra ao Diácono Valdinei que afirmou que a preocupação do magistério é com a condição humana e daí nasce a Doutrina Social da Igreja. O diácono entrou diretamente nos pormenores da Laudato si’: "Tudo está conectado! O ser humano não está dissociado da terra e da natureza. Destruir a terra e a natureza é destruir o homem”. O diácono ressaltou que, na encíclica, Papa Francisco cita vários exemplos concretos e detalhados sobre os riscos ambientais nos quais estamos inseridos enquanto espécie humana, viventes neste planeta. “O mandato de dominar a Terra não significa que o homem deve sujeitar a natureza, mas sim ‘cuidar’, pois também fazemos parte da Criação. Tudo aquilo que fere a vida, é missão da Igreja salvífica de Nosso Senhor, tocar no problema, para que tenhamos vida em abundância".

    Após o intervalo, Padre Paulo e o Diácono Valdinei se dividiram para fazer um paralelo da temática da ecologia integral com o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francismo na carta apostólica Misericordia et misera para que seja celebrado por toda a Igreja no 33º Domingo do Tempo Comum. Padre Paulo ressaltou que existe uma a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta. “O objetivo não é iniciar uma campanha ‘Salve as baleias’ ou ‘Plante uma árvore’, mas 'passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à capacidade de partilha, numa ascese que ‘significa aprender a dar, e não simplesmente renunciar. É um modo de amar, de passar pouco a pouco do que eu quero àquilo de que o mundo de Deus precisa. É libertação do medo, da avidez, da dependência’' (LS 9)". Por fim, o Diácono Valdinei citou a mensagem do Papa Francisco para o 1º Dia Mundial dos Pobres, afirmando que não devemos pensar nos pobres apenas “como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida”.

    Após as falas, os participantes foram divididos em grupos para propor ações concretas e encaminhá-las para a Assembleia Arquidiocesana do Meio Ambiente que ocorrerá em outubro.

    20170923 092623

    20170923 084519

    20170923 090048

    20170923 092931

    20170923 104155

    20170923 112050

    20170923 123118

    20170923 102817